A Instapoesia de Allê Barbosa

E também: lançamentos na Flip em Paraty; livros inspirados em espetáculos de dança; e um projeto sobre a diversidade brasileira no meio artístico

Allê Barbosa. Foto: Divulgação

*Com Diana Bezerra

Nome baiano da geração de poetas virtuais (ao estilo de Zack Magiezi, João Doederlein, Ryane Leão e Clarice Freire), Allê Barbosa, que é sucesso nas redes sociais, vai lançar dois livros no próximo dia 2 de junho: o primeiro é Quando Você for Sua, Talvez nem Queira ser de Mais Ninguém, com contos, crônicas e textos divertidos sobre amor, sexo, viagem, amizade e autoestima feminina. O segundo se chama Apagou Contato, Excluiu do Facebook, Bloqueou no Instagram e Deu de Cara com Ele na Fila no Pão.

Assim como outros nomes do mesmo gênero, o escritor se tornou fenômeno em número de seguidores, com mais de 1 milhão de “fãs” na web. Os “Instapoetas”, como são chamados esses jovens, são conhecidos como poetas do Instagram que migraram para o papel e, com números impressionantes, chegaram à lista de best-sellers brasileiros.

Paraty 1

O moçambicano Mbate Pedro, que já atuou no programa Médico Sem Fronteiras, terá seu livro de poemas Vácuos em edição brasileira. A versão, publicada pela Cepe, será lançada durante a Flip, dia 12 de julho, às 19h, dentro da programação da Casa Paratodxs.

Paraty 2

Por lá a Cepe também lança, dia no mesmo dia, às 16h, o livro No Calor na Hora — A Guerra de Canudos nos Jornais, de Walnice Nogueira Galvão, autora de edição crítica sobre Os Sertões e especialista em Euclides da Cunha, homenageado da Flip. A obra de Walnice em questão estava esgotada há mais de 20 anos.

Aos jovens

Em Salvador, o projeto Coreografias de Papel lança os livros Astroneto: dança no espaço e Pequena Coleção de Insignificâncias, inspirados nos espetáculos de dança Desastro, de Neto Machado, e Demolições (La Petit Mort), de Thiago Cohen.

Igualdade

Com o objetivo de mostrar que a diversidade é a potência do povo, o livro Diversos reúne fotografias e material de pesquisa de 31 brasileiros ou radicados no país que se destacam no meio artístico. Nomes como os cantores Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Roberto Leal, a cineasta Beatriz Seigner, a grafiteira Bela Gregório, o escritor André Fischer, criador do MixBrasil; a atriz Maitê Shneider, que luta pela inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, e o artista visual Thiago Mundano que, com sua arte, vem tirando os catadores de lixo reciclável da invisibilidade.

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*Toda semana, a coluna de Igor Zahir e Diana Bezerra traz bastidores do mercado editorial e novidades sobre livros de todo o Brasil. Mande sugestões para: contato@igorzahir.com