Ava Rocha lança "Joana Dark", primeiro single do seu novo disco

"Trança" reúne 35 convidados em "pangeia musical"

Foto: Ana Alexandrino / Divulgação

Trança vem aí. O terceiro disco de Ava Rocha emaranha Diurno (seu primeiro álbum, de 2011) e Ava Patrya Yndia Yracema (de 2015) com seus 35 músicos convidados, em uma "tradução de Pangeia", segundo a cantora bogotano-carioca. Uma das grandes inspirações do trabalho é a obra do artista pernambucano Tunga, amigo de sua mãe, Paula Gaitán, que Ava conheceu quando pequena. Depois, viriam a trabalhar juntos, ficaram amigos.

“O Tunga dizia que vinha da pangeia. Uma das músicas de Trança se chama Pangeia em homenagem a ele. O conceito da trança é a tradução disso, é o desejo primário do disco: construir uma pangeia musical, afetiva, um recorte possível dentro do meu universo e das coisas que eu quero me aproximar”, explica a cantora. As tranças, os cabelos emaranhados, as cobras entrelaçadas são elementos que marcam a cosmologia do artista pernambucano — e estão presentes desde a capa do novo álbum de Ava, que tem arte de Maíra Senise e fotografia de Ana Alexandrino.

Só o primeiro single, Joana Dark — que sai hoje com exclusividade na Bravo! — , conta com participações de 13 músicos, além da direção musical de Negro Leo, Eduardo Manso e Fabiano França. Linn da Quebrada, Karina Buhr, Alessandra Leão, Victoria dos Santos e Ariane Molina fazem parte do coro — e as três últimas também dividem as percussões com Thomas Harres, Sergio Machado e Rafael Rocha. Além disso, Manso toca violão, Estevão Casé comanda os synths, Renato Godoy o sampler, Pedro Dantas o baixo, Mariá Portugal a bateria.

Ressurgida num contexto brasileiro, a Joana D’arc queimada viva pelos aliados dos ingleses na Guerra dos Cem Anos é evocada numa “música libertária que une e funde bruxaria, feminismo e cannabis”. Composta por Ava em parceria com a atriz carioca Gabriela Carneiro da Cunha e o cantor paulista Victor Hugo, Joana Dark é um funk-incorporação sobre as dualidades de ser mulher, a marca histórica e a força carregadas no corpo. O poema musicado é também uma brincadeira quase concretista a partir das várias possibilidades de D'Arc — uma Joana que é dark, que é dada, que dá — e mistura "a sedução e a submissão, o amor e a fogueira", segundo a cantora.

Trança (lançamento da Natura Musical e do Selo Circus) chega aos serviços de streaming no dia 15 de junho e tem show de lançamento previsto para 27 de julho, no Auditório Ibirapuera. Ouça abaixo Joana Dark.

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