Conheça os finalistas ao Prêmio! Bravo de Cultura de Melhor Espetáculo de Dança

Cia. Deborah Colker, Mariana Muniz e Grupo Corpo disputam o prêmio; veja quem votou

Bravo!
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Mar 7, 2018 · 5 min read

Ao chão da história ou à morada dos orixás, para dentro ou para de fora de si, a dança brasileira em 2017 jamais deixou de se pôr em movimento. E é a travessia que une os espetáculos finalistas ao Prêmio Bravo! de Cultura 2018, seja na saga de Deborah Colker pelo Rio Capibaribe, na viagem de Portugal ao Brasil empreendida por Mariana Muniz em busca de suas origens ou no contato estabelecido pelo Grupo Corpo com Orum através de Exu.

Os finalistas foram definidos a partir dos votos da Academia Bravo!, formada por artistas e pesquisadores. Votaram na categoria de Melhor Espetáculo de Dança os críticos Adriana Pavlova e Henrique Rochelle; os jornalistas Amanda Queirós, Ana Francisca Ponzio, Iara Biderman, Tarcísio Cunha; os professores Cássia Navas, Daniela Gatti, Inaicyra Falcão dos Santos e Paulo Vinícius Pedro; as bailarinas e coreógrafas Christiana Cavalcanti, Claudia Müller e Vera Athayde; os produtores Felipe de Assis e Jaqueline Vasconcellos e a gestora Sônia Sobral.

No ano passado, a Lia Rodrigues Companhia de Danças levou o prêmio pelo espetáculo Para Que o Céu não Caia. O vencedor deste ano será conhecido no dia 27 de março em cerimônia na Casa de Francisca, em São Paulo.

Conheça os finalistas.

Cão sem Plumas, Cia. Deborah Colker

Foto: Divulgação

O percurso do Rio Capibaribe, em Pernambuco, e o cotidiano das populações ribeirinhas estão na adaptação que a coreógrafa e encenadora Deborah Colker fez do poema homônimo de João Cabral de Melo Neto. Contra os bailarinos cobertos de lama, um filme concebido pelo cineasta Claudio Assis era exibido. Colker também contou a parceria de Jorge Du Peixe e Berna Ceppas, que fizeram a trilha sonora com a participação especial de Lirinha.

Fados e Outros Afins, Mariana Muniz

Foto: Cláudio Gimenez / Divulgação

No solo Fados e Outros Afins, a bailarina e coreógrafa Mariana Muniz — natural de Caruaru, em Pernambuco — promove uma viagem afetiva de Lisboa a Recife em busca de suas origens nordestinas. O espetáculo, que contou com direção artística de Maria Thaís, da Companhia Balagan, introduz elementos do teatro à coreografia, como no texto poético declamado pela própria bailarina a partir do palco-oceano, coberto de azul.

Gira, Grupo Corpo

Foto: José Luiz Pederneiras / Divulgação

A movimentação das entidades da umbanda e do candomblé observada em terreiros deu o impulso para a coreografia concebida por Rodrigo Pederneiras, que define como uma “festa em homenagem a Exu”. Conhecido por trabalhar com trilhas sonoras originais de artistas consagrados, como Caetano Veloso e Milton Nascimento, desta vez o grupo mineiro rendeu-se ao experimentalismo afro-pauleira do Metá Metá — trio formado pela cantora Juçara Marçal, o guitarrista Kiko Dinucci e o saxofonista Thiago França — , que sugeriu o tema.

Cada jurado da Academia Bravo! elegeu até 10 espetáculos que julgou serem os mais importantes do ano. Reunimos aqui todos os indicados mencionados:

5 Passos pra Não Cair no Abismo, Cia Urbana de Dança; 1001 Platôs, Taanteatro; 14'20, Jiri Kylián por São Paulo Cia de Dança; A Metamorfose, Um Artista da Fome e O Processo, Sandro Borelli por Cia Carne Agonizante; A Morte do Cisne, Fauller por Cia Dita; A Pequena Morte, Lavinia Bizzotto; ACORdo, Cia R.E.C.; Alla Prima, Tiago Cadete; Amanhã é Outro Dia, Angel Vianna; Amor Segundo as Mulheres de Xangô, Maria Paula Costa Rêgo por Grupo Grial de Dança; Anatomia 01, Francesca Harper por Balé da Cidade de São Paulo; Aquilo que Estamos Fazendo e Todos Estão Vendo, Bruno Levorin; Balé Teatro Guaíra Dança Wachter, Winkler e Scafati, Biblioteca de Dança, Jorge Alencar e Neto Machado; Bienal Dance Television, Rogério Salatini, Adriana Macul e Daniela Dini; Blue Requiem, Ricardo Iazzetta; Boca de Ferro, Marcela Levi, Lucia Russo e Ícaro Gaya; Bondages, Marta Soares; Caminhos — 1998–2017, Sayonara Pereira e Luiza Banov; Campeonato Interdrag de Gaymada, Coletivo Todo Deseo; Canil, Edmar Cândido; Cão Sem Plumas, Deborah Colker; Carmen, Luiz Fernando Bongiovanni por Balé Teatro Guaíra; Carne Urbana, T.F. Style Cia de Dança; Chulos, Dual Cena Contemporânea; Cinequanon, Alex Neoral por Focus Cia de Dança; Codex Mundo Algodão, Sheila Ribeiro e Alejandro Ahmed; Cria, Alice Ripoll e Suave Companhia; D’arc, Dinah Perry e Jorge Garcia; Da Própria Pele Não Há Quem Fuja, ExperimentandoNUS Cia de Dança; Dança Anfíbia, Cia dos Pés; Dança Brasil!, Grupo Sarandeiros; Dança Doente, Marcelo Evelin por Demolition Inc; Dança Macabra, Laura Samy; De Carne e Concreto — Uma Instalação Coreográfica, Anti Status Quo Companhia de Dança; Deixa Arder, Marcela Levi e Lucía Russo; Encruzilhada, Companhia Fragmento Urbano; Estudo de Ficção, Beatriz Sano; Eternos, Edy Wilson de Rossi por Anacã Cia. de Dança; Eu Outro, Vanessa Macedo por Cia. Fragmento de Dança; EU Por Detrás de MIM, Ana Bottosso por Cia de Dança de Diadema; Fados e Outros Afins, Mariana Muniz; Fino Fio, Maria Eugênia Almeida e Flora Poppovic; Fon Fon, Décio Otero por Ballet Stagium; Força Fluída, Jae Duk Kim por Companhia de Danças de Diadema; Gira, Grupo Corpo; Guarde-me, Marcia Milhazes; Il Prete Rosso, Mozart Mizuyama por São Paulo Companhia de Dança; Kuarup 40 anos, Ballet Stagium; LadiEX, Ana Noronha e Gisele Calazans; Libélulas de Vidro, Luis Ferron; Lub Dub, Jae Duk Kim por Balé do Teatro Castro Alves; Me Leva, Lourenço Homem; Monstra, Elisabete Finger e Manuela Eichner; No Hay Banda, É Tudo Playback, Grupo Vão; Novos Ventos, Eduardo Fukushima; Nu de Botas, Cristina Moura; Nufricar, Helena Bastos e Raul Rachou por Grupo Musicanoar; Os Corvos, Luis Arrieta e Luís Ferron; O Olhar Risível da Dança, Diego Mejia e Ronaldo Aguiar; O Que se Rouba, Grupo Zumb.Boys; Obrigado por Vir, Key & Zetta; Olhos nas Costas e um Riso Irônico no Canto da Boca, Luciane Ramos; Outro em Si, Fernando Lippi por Sesc Cia de Dança; Peças Fáceis, Janice Vieira e Andreia Nhur por Grupo Pro-posição; Pele Negra, Máscaras Brancas, Grupo Treme Terra; Pernambulistas, Cia Brasílica; Peso Bruto, Jussara Belchior; Plano-Sequência/Take 2, Jorge Garcia; Pra Frente Pior, Cia. Inquieta; Primavera Fria, Clébio Oliveira por São Paulo Companhia de Dança; Protocolo Elefante, Grupo Cena 11; Re/In-flexão, Valéria Vicente; Rés, Verônica Santos; Resquícios Brutos, Núcleo Mirada; Risco, Sergio Ferrara por Balé da Cidade de São Paulo; Riso, Key Zetta e Cia; Shine, Perversos Polimorfos; Sim, Key Zetta e Cia; Skellig, Cristiane Paoli Quito; Soma ao Som, Marina Abib e Maria Eugênia Almeida; Tal do Caminho, João Saldanha; Título em Suspensão, Eduardo Fukushima; Toque, Gustavo Gelmini.

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A Bravo! olha para as fronteiras do fazer artístico, dá acesso à nova arte, dialoga com os artistas e com o público que consome arte, debate tendências e sonha curadorias.

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