Conheça os finalistas do Prêmio Bravo! 2016 de Melhor Disco Pop

Um time de jurados especializados — jornalistas, artistas, produtores, acadêmicos — debateu, argumentou e ponderou junto à equipe da Bravo! até chegarmos em três nomes de cada uma das 12 categorias do prêmio. Um último troféu, de Artista do Ano, será escolhido pelo voto do público

Na categoria de Melhor Disco Pop, o Duas Cidades, do BaianaSystem, BRUTOWN, do The Baggios e Tropix, de Céu foram escolhidos pela banca. O júri é formado pelo produtor musical Carlos Eduardo Miranda, pelo sociólogo e autor de Cena Musical Paulistana dos Anos 2010, Thiago Galleta, e pelo jornalista Alessandro Mello, o Lema.

Veja a seguir o que diz o júri sobre os indicados:

Céu — Tropix

Capa de “Tropix”, de Céu
“Céu explora e se aproxima com competência do diversificado universo dos beats eletrônicos e das “máquinas de fazer música” — contando com a participação certeira dos produtores Pupilo (Nação Zumbi) e Hervé Salters (General Eletriks). Trazendo também (nos instrumentos, arranjos e na voz de Céu) o contraponto tropical e orgânico à ‘sonoridade digital pixelada’, a maior qualidade e ponto forte da obra não deixam de ser a insistente reafirmação do talento e capacidade da cantora e compositora de fazer (e interpretar de modo único) canções e belas melodias — expresso nas 12 faixas do disco”

BaianaSystem — Duas Cidades

Capa de “Duas Cidades”, do BaianaSystem
O disco Duas Cidades, do BaianaSystem, é indicado como um dos que “faz eco com outros lançamentos, como o do catarinense/alagoano Wado (Ivete) e do conterrâneo Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz (A Saga da Travessia). O trio renova a música da Bahia, conseguindo ser ousado, inventivo e ainda assim popular.”

The Baggios — BRUTOWN

Representando o rock e Sergipe dentre os finalistas, o The Baggios “expande seu som a cada disco. BRUTOWN é o terceiro. Convidados e novos elementos sonoros à parte, o que ainda destaca a banda é o talento pra fazer com personalidade e inteligência aquilo que já deram como finado inúmeras vezes: rock calcado em riffs e refrões”.

Prêmios Bravo! de música popular

De 2005 a 2012, músicos de diversos estilos — de Zélia Duncan a Racionais MC’s — receberam o prêmio de melhor disco de música popular. Veja a seguir os vencedores nesta categoria em cada ano:

2005 — Zélia Duncan, com Pré-pós-tudo-bossa-band

Pré-pós-tudo-bossa-band é um mix, como diz o nome, de diversas influências de Zélia Duncan. Estão lá a vanguarda paulista de Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé, rock, baião, scratches de vinil, bossa nova, entre outros ritmos. O disco tem participações de Naná Vasconcelos, Beto Villares, Anelis Assumpção e Frejat.

2006 — Ouvidos Uni-vos, de Luiz Tatit

Ouvidos Uni-vos, terceiro disco solo de Luiz Tatit após anos de Grupo Rumo, traz o melhor da experimentação da canção do doutor em semiótica e professor da USP. Baião de Quatro Toques, por exemplo, é uma variação de Beethoven “decantada”. Dodói tem todos os versos terminados em “ói”. O disco tem ainda a participação de Ná Ozetti na bela Minta.

2007–1000 Trutas, 1000 Tretas, dos Racionais MCs

O CD e DVD 1000 Trutas, 1000 Tretas registrou um show dos Racionais MCs gravado em 2006. O lançamento ainda incluía filmes (um deles, dirigido por Mano Brown). Além da força da gravação ao vivo de uma das bandas mais potentes do país apresentando os seus clássicos (Negro Drama, Fórmula Mágica da Paz, Vida Loka), o DVD ainda registra a histórica participação de Jorge Ben com Abenção Mamãe, Abenção Papai. A participação não entrou no CD.

2008 — Conecta, de Marcos Valle

Marcos Valle é autor de alguns dos discos clássicos brasileiros dos anos 1970, como Marcos Valle (1970), Garra, Vento Sul e Previsão do Tempo. O CD e DVD Conecta marcou a sua parceria com nomes então mais jovens da música brasileira, como Marcelo Camelo, o grupo Fino Coletivo, o +2 (Moreno Veloso, Kassin e Domenico Lancelotti), entre outros, que faziam trabalhos muito influenciados por sua estética.

2009 — Balangandãs, de Ná Ozetti

Balangandãs, disco dos mais celebrados de Ná Ozetti, resgata canções dos anos 1930, 40 e 50 de artistas como Braguinha, Assis Valente, Synval Silva, Ary Barroso e Dorival Caymmi. A proposta era trazer arranjos mais contemporâneos às músicas, com banda formada por Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho.

2010 — Letieres Leite & Orquestra Rumpilezz, Letieres Leite & Orquestra Rumpilezz

O disco de estreia do maestro Letieres Leite com a sua orquestra marcou uma revolução na música popular instrumental: os percussionistas, em sua maioria negros, eram postos na frente da orquestra e vestiam (vestem, até hoje) ternos, enquanto os músicos dos metais usam trajes mais despojados. O disco é um passeio pela música afro brasileira e pelo jazz a partir das células rítmicas dos atabaques rum, rumpi e lé.

2011 — Emicídio, de Emicida

A mixtape Emicídio, do rapper Emicida, foi mais um de seus socos no estômago (depois de Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe…), com hits como I Love Quebrada, Rua Augusta, Cê Lá Faz Ideia?. Na época, a estratégia de Emicida era a de vender os seus CDs pelo “preço máximo de R$ 5” na porta de shows de rap, rinhas de MCs e eventos de hip hop. Além do som, ajudou a reconfigurar o modelo de negócios do rap. Chegou longe.

2012 — Treme, de Gaby Amarantos

Treme foi o disco de estreia de Gaby Amarantos, com produção musical de Miranda. O CD fez parte do reconhecimento do tecnobrega como uma legítima produção de música popular no país e ajudou a impulsionar a cena também formada por nomes como Gang do Eletro, Banda Uó, Jaloo, Pio Lobato, Félix Lobato, Felipe Cordeiro, além de celebrar grandes nomes da música parense como Dona Onete, Manoel Cordeiro, Pinduca, entre outros.

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