Criolo no samba

MC paulistano encontra o rapper carioca Jeza da Pedra para uma conversa sobre música, diversidade e política

Foto: Caroline Bittencourt

Por Rodrigo Sombra e Jeza da Pedra

No último dia 28, quando pisou no trio elétrico estacionado na praia de Copacabana para o ato pelas “Diretas Já”, Criolo talvez não imaginasse a acolhida imediata com que seria recebida a sua primeira canção. Precedido por um repertório de sambas clássicos honrados por Otto, Teresa Cristina, Mart’nália, Pertinho da Serrinha e Mosquito, o rapper trazia na manga uma música lançada há um mês. “Meninos mimados não podem reger a nação”, ele cantava, em versos cuja pertinência se faria sentir no coro entoado pela multidão ali reunida. Menino Mimado é o primeiro single de Espiral de Ilusão (2017), o mais novo álbum do cantor paulistano.

Se a adesão à música naquele domingo se explica pela força política do refrão, diz também algo sobre o culto à figura de Criolo. Responsável por energizar o rap nacional, alargando-o às raias do afrobeat, do bolero, do reggae, ele talvez seja hoje o MC mais celebrado do País. Em Espiral de Ilusão, no entanto, se desgarra das raízes do hip hop por um imersão no samba. Ou antes recua às origens mais remotas de sua raiz musical, mergulho nas memórias afetivas da infância, dos sambas escutados pelos pais no barraco onde foi criado, na Zona Sul de São Paulo.

Dias após o ato, Criolo recebeu a reportagem da Bravo! ao lado do rapper Jeza da Pedra para uma entrevista no hotel onde estava hospedado no Bairro Peixoto, enclave bucólico no coração de Copabana. Criado na comunidade da Pedreira, Baixada Fluminense, Jeza começou a atrair atenção para si no ano passado ao lançar nas redes o funk-rap Terrorista Viado. Versado a um só tempo em Oscar Wilde e Racionais MCs, sua figura é a contraparte carioca de artistas LGBT que abriram um espaço de visibilidade própria na cena hip hop de São Paulo. Após dividir o palco com nomes como Rico Dalasam e Linn da Quebrada, Jeza acaba de lançar o seu primeiro EP, Pagofunk Iluminati.

O encontro entre os dois artistas animou uma conversa sobre rap, samba, as políticas João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, e a permanência da ancestralidade africana nas periferias brasileiras. Na contramão da postura discriminatória de alguns MCs, Criolo aplaude a ascensão de rappers ligados à causa LGBT: “O hip hop, na verdade, só agradece”.

Criolo sobre ao palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro, nesta sexta, 9 de junho.

Foto: Caroline Bittencourt

Bravo!: Queria começar perguntando quais as suas impressões sobre a mobilização em Copacabana no domingo (dia 28 de maio). Como você vislumbra os efeitos desse ato, as consequências dele pra as pessoas que reclamam eleições diretas?

Eu acredito que uma reverberação coletiva maior resulta nesse ato, mas em tantos atos que já vêm acontecendo por todo o Brasil, uns com mais visibilidade, outras com menor visibilidade, mas acredito que todos com a mesma força e com a mesma importância porque é o gesto que nós une. Ali, com 150 mil pessoas naquele encontro domingo, é a reverberação de cada pessoa que está conversando em casa, que está conversando no trabalho, que está conversando num caminho de um ponto ao outro sobre essas questões e a importância de se falar sobre essas questões que são mais do que emergentes. São energias que se somam.

JEZA: Discos como Nó na orelha (2012) Convoque seu Buda (2014) são muito polifônicos, você vai do rap ao bolero, passando pelo afrobeat, entre vários outros gêneros. Como é que foi imergir nesse microcosmo do samba no Espiral de Ilusão (2017)?

Foto: Gil Inoue

Olha, é o resultado de alguns encontros dessa construção no decorrer da vida. Esse pensar samba, esse me permitir viver o samba, vem desde a infância. Essa memória sonora, afetiva, vêm muito dos meus pais, de quando morávamos num pequeno barraco na favela do Jardim das Imbuias, extremo sul da zona sul de São Paulo. E depois de 97, 98, [fui] começando as primeiras composições de samba, mas eram momentos isolados. Não era uma constante como sempre foi o rap, mas em três, quatro momentos da vida eu me vi na audácia de escrever alguns sambas. Mas também porque vinha assim pra mim a poesia, ela já vinha assim dessa forma e eu nunca a represei. E aí, no meio do ano passado, eu tive mais um desses momentos e foi muito forte. A energia que me tomou acabou tomando a todos ao meu lado. E essa energia fez com que eu reconectasse os pontos de 96, 97, pra cá, e aí desaguou nesse aceitar o desejo do sonho antigo de realmente pensar em fazer algo apenas com samba.

Bravo!: Já que você recuou no tempo e lembrou da infância, eu queria te perguntar qual é a primeira memória de samba que você tem. Qual memória mais remota que você tem do samba?

Eu não tenho referência assim de disco, de nome. Porque lá em casa a gente escutava as poucas estações que aquele rádio pegava, o pouco de AM e o pouco de FM que pegava. Era tudo muito simples, muito dentro de um quadro das condições nas quais nós vivíamos. Mas a recordação que eu tenho de samba não é sonora, nem a imagem de um cantor ou cantora brasileiro. A recordação que eu tenho é o estado de espírito do meu pai. Ele ainda jovem, com 25, 26 anos de idade, e já tinha dois filhos naquele barraco. Eu tenho a imagem dele jovem, e tava rolando um samba naquele momento, porque sempre rolava um samba, porque ele é completamente apaixonado pelo Martinho da Vila, e ele é completamente apaixonado por Moreira da Silva. Então, o que eu tenho de memória não seria em si a coisa do samba tal, cantor tal, período tal. Mas eu tenho isso muito forte em mim: a aura do meu pai, como ele ficava. Porque eram raros os momentos que ele tinha de descontração, né? Trabalhou na metalurgia a vida toda, dez horas, doze horas. Sempre. Então, era muito marcante você ver naquele rosto um esboço de um sorriso, um esboço de um possível ou quase impossível relaxamento. Morávamos num barraco, um terreiro realmente, um chão de barro batido. Cinco, seis dias, ele e os amigos batendo aquele chão pra quando a chuva viesse o barraco não caísse na gente. Crescemos nesse ambiente. Antes disso, num porão, mas eu era muito novo e não tenho memória musical desse período. A única memória que eu tenho é de um tanque. Um tanque de cimento, desses tradicionais que você ainda encontra em muitas e muitas moradas brasileiras. Porque eu imagino música como algo extremamente sofisticado, né? Porque é uma construção muito sublime, que vem daquilo que a tua alma capta e você devolve ao mundo. Mas música também pode ser um grunhido, pode ser um ruído, pode ser esses pássaros, o som do vento que vem, da brisa que vem no seu rosto, da mexida de cabelo. Então, eu tenho uma memória sonora do tecido nas ondas de cimento que o tanque oferecia. E a minha mãe tinha que acordar muito cedo porque a dona daquele lugar fazia questão de lavar o cachorro no tanque que era designado à minha família. Então, era um jeito dela de sorver seus prazeres e seus pequenos poderes. Então, esse “vraaap, vraaap, vraap” nunca saiu da minha cabeça. Aquilo era uma música-tema também, era uma música-tema que vestia um querer.

JEZA: Na música “Espiral da ilusão” você chega a um elegia ao feminino. No campo da composição, como é para você interpretar uma voz feminina?

Na verdade, eu só tô tentando dividir com o mundo que nós homens temos muito a aprender. Não estou à altura de interpretar uma mulher, nunca estarei à altura de interpretar a alma feminina. Isso está a milhões de anos luz. Talvez o sol — talvez a sonda que a NASA vai mandar ao sol — se aproxime mais de nós, homens, do que nos aproximamos dessa estrela de tamanha grandeza que é a mulher.

JEZA: A cultura do hip hop americano ainda hoje é acusada de manter uma atitude discriminatória em relação a pessoas LGBT. Como é que você vê isso no hip hop nacional?

Foto: Gil Inoue

Eu acredito que cada um dá o que tem, mas que nós podemos também apresentar às pessoas o tanto de outras coisas que existem pra que elas possam ter também. Eu tenho muito orgulho do hip hop do Brasil. Mas muitas pessoas tiveram que lutar muito pra fazer valer toda a igualdade e pluralidade que o hip hop oferece. Tenho muito orgulho dos grandes artistas brasileiros em geral, em todas as vertentes musicais. Mas, em especial, no hip hop, não existe mais aquele olhar de “Vamos aqui, nós existimos”. Eu gostei dessa postura agora de “Eu tô aqui, você que se vire. Você que se vire”. Porque não existe homem ou mulher mais forte do que homem e mulher que carrega consigo o seu amor. Então, essa cena toda e todas as variantes, isso é maravilhoso. É como você querer ignorar as orquídeas mais lindas do orquidário. É impossível isso acontecer. Então, essa força LGBTQi é tão pouquinho. Essa sigla é tão importante, mas são tantas as vertentes e são tantos os sentimentos, são tantas coisas que já existem e que são fortes, latentes e que ainda é algo tão novo ainda pra quem não atentou a essa verdade. Por isso é tão plural, tão rico, tão forte e tão dentro de uma verdade que o hip hop, na verdade, só agradece. Porque traz pluralidade, traz oxigênio, traz verdade. Esse moderno antigo de um contemporâneo extremamente capenga tem muito a aprender com esses homens e mulheres que chegam na sociedade e falam: “Não temos medo”. Também, não tenham medo tá? Todos os equívocos podem ser reparados desde os direitos iguais sejam assegurados.

BRAVO!: Sua mãe é professora, tinha uma vida intelectual rica. Quais são as coisas que você lia, o que na literatura a sua mãe legou a você?

Eu me sinto muito emocionado do jeito que você descreveu a minha mãe. Mas existe um enriquecimento literário e existe um enriquecimento de um mergulhar na cultura que também é oferecido a quem o deseja de tantos outros caminhos. A minha mãe é uma mulher das letras. Mas ela fez lá no Ceará o que a gente chama de o famoso “Mobral”. E aí quando não dava, ela veio aqui pro Rio de Janeiro aos 20, 21 anos de idade. Trabalhou de doméstica aqui e voltou, e tentou fazer eliminação de matérias pra ver se conseguia ao menos resolver a questão ginasial. Autodidata sempre, alfabetizada pelo meu avó. Tem até uma história que eu contei há muitos anos atrás à Bravo!, inclusive: ela ia comprar carne ou ia comprar peixe, alguma coisa, e tudo era embrulhado em jornal, e ela sabia que meu avó ia ensinar alguma palavra nova pra ela quando ela voltasse do açougue. Ela ficava desesperada ao ver sangue da carne lhe roubar as letras. Então, ela corria o mais rápido possível pra chegar em casa porque ela sabia que ela ia aprender uma nova palavra. Essa construção literária e essa imersão cultural é da alma. É importante existir a oportunidade sincera do acolhimento da palavra. Minha mãe sempre foi uma mulher inquieta com as desigualdades. Ela sempre procurou montar coletivos, isso desde os anos 80, anos 70. Um belo dia, eu terminei o meu ginásio e fui fazer o colégio. Ela foi me matricular no colégio e eu perguntei à secretária: “Tem vaga pra minha mãe? Minha mãe pode estudar?”. Aí minha mãe fico meio assim e tal e a mulher disse: “A gente podia ver”. E ela: “Meu Deus! Mas será que vão me aceitar?”. Corremos em casa, juntamos todos os papéis que ela tinha de tudo que ela tinha estudado e as eliminações de matéria naquele período em Fortaleza. Foi um caso muito especial, a diretoria da escola levou o caso à diretoria de ensino. Na época, era chamada “delegacia de ensino”. Olha que coisa “delegacia”, né? Delegacia. Porque é o que delega. Diretoria é uma direção, né? Isso é muito importante, tem muito significado. Imagine a luta das pessoas nas delegacias de ensino por todo o Brasil? Mas nós sabemos que a escola só veio aqui por causa da revolução industrial, ninguém queria que nossas crianças estudassem, né? Ponto. Voltando agora: e aí eles, não sei se eles ficaram com dó ou acharam inusitado, acharam bonito uma senhora querer estudar, enfim, pra a nossa sorte o coração dessas pessoas foi tocado e à minha mãe lhe foi permitido o direito de fazer o colegial. Então nós estudamos os três anos de colegial e depois ela foi fazer a faculdade de Filosofia. Às 4:15 da manhã todos os dias no ponto de ônibus pra estar às 7 e pouco na faculdade, no Ipiranga. Então vai diminuir tanto você falar o nome de um livro ou o nome de um pensador. É lógico que serve como uma referência. Lógico! Porque é enriquecedor falarmos e citarmos. Mas o enredo, antes disso tudo, é inspirador. Porque se você tá lendo quadrinhos, você tá lendo. Se você tá fazendo palavras cruzadas, você está vivendo palavra. Se você tá lendo lendo Camões, ou se você tá lendo qualquer coisa que seja, a escritora de poema mais underground de Buenos Aires, você tem o contato com a palavra, você tem o contato com uma construção. Quando alguém fala que não é pra população coisas boas porque a população não vai entender: “Ah não, nós não podemos trazer um ensino um pouco mais forte, intenso, porque essas crianças não vão entender”, alguém interpretou mal. E pior, alguém acreditou…

Bravo!: O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tem sido criticado por suas políticas para o espaço público da cidade, como a questão do apagamento dos grafites ou a recente intervenção na Cracolândia. Como você percebe a concepção de cidade de Doria?

Foto: Gil Inoue

Não há concepção. E nos magoamos um tanto: traz uma mágoa muito grande pra gente apagar os grafites. Magoou muito. Como sintetizar isso pra você? Apagar pessoas. Isso aí vem de muito tempo. Quando eu tenho no meu país grandes pessoas que estudam urbanismo e arquitetura, mas a força da economia e o seu outro olhar me apaga uma memória arquitetônica da cidade. E eu não tô aqui apegado à beleza, ao desejo estético, eu estou aqui apegado à memória de quem fez, de quem construiu isso. Apagar memórias, apagar pessoas, apagar histórias. Certa vez, um amigo meu que é artista plástico, que tem um coletivo maravilhoso de arte que se chama Imargem, fez uma série de bonecos de papel machê, todos crianças: sentado, deitado, de perna cruzada, olhando pro céu, de tudo que é jeito que você imaginar. E colocou roupas e espalhou as crianças na Praça da Sé. Todo mundo reparou nas crianças de papel machê, mas ninguém reparava nos meninos de rua. Então, essa obra sensacional foi pra resgatar olhar, porque eu também não posso criticar o cidadão que já é massacrado, tendo que acordar às quatro horas da manhã pra ir pro trabalho. Também lhe foi arrancada a vida, também lhe foi arrancado o olhar, entende? Existem muito icebergs. Às vezes, a gente esquece que o que aparece é só a pontinha.

JEZA: No mesmo dia do ato de Copacabana a gente teve uma perda imensa aqui no Rio, que foi a da Mãe Beata, mãe-de-santo, líder negra, uma grande figura da Baixada Fluminense. Me parece que hoje, os movimentos afrodescentes e tudo que a gente tinha no morro — o samba, o jongo, a capoeira, as rezadeiras -, com a ascensão da nova classe média, a mesma população que antes se identificava mais com essas raízes, já não se liga mais a elas, como se essas raízes tivessem sido “podadas”. Lembro também que outro dia, comentando a eleição do Doria, o Mano Brown disse que o trabalhador hoje prefere se identificar com figuras da elite como o Doria e o Donald Trump. Você acha que a quebrada tá ficando mais conservadora?

Eu acho que a quebrada tá cansada de ser enganada. Nos foi vendida uma ideia de sucesso extremamente equivocada, ligada a poder econômico e ascensão de status em qualquer campo que seja. E as pessoas estão cansadas, estão muito cansadas, elas já não aguentam mais. Mas junto a tudo isso que você me descreve, e que é muito forte, existe um tanto a mais de pessoas lutando pela permanência dessa cultura. Existe uma série de pessoas lutando pela valorização e permanência da beleza plural da cultura dos povos, que de cada canto se reúne pela sua sobrevivência, e a partir dali um borbulhar de pororoquense de cultura brasileira real. Não se deixe levar. É necessário um tanto mais de candura e de compreensão. É compreensível: nem todos têm a obrigação de fazer algo que lhe agrade. Murro em ponta de faca é tão lindo na poesia, mas a mão de alguém está sendo agredida. Se houver candura, se houver uma compreensão dos porquês e se houver uma estrutura real para apresentar outros olhares, de modo natural, restabelecemos um equilíbrio saudável pra a manutenção da nossa cultura.

JEZA: O que você tem escutado de música brasileira? Tem tanta coisa boa sendo feita, o que que tem de inspirado?

Olha, rapaz, eu sempre acabo escutando as mesmas coisas porque eu gosto muito, mas sempre me aparece coisas muitos legais. Eu escuto muito de tudo. O Liniker tem sido uma coisa extremamente… eu posso dizer surpresa, mas eu sei que ele tem uma caminhada maravilhosa. Mas dentro de tanto coisa quadrada que tá rolando, ter Rico Dalasam, ter Liniker, é muito maravilhoso! Agora as Bahias e a Cozinha Mineira tão em fase de construção de um álbum que eu tenho certeza que vai ser maravilhoso, com produção do Ganja e do Marcelo Cabral. Traz atitude, traz cor, traz vida, traz pluralidade, traz acolhimento. Traz questionamento, mas também traz acolhimento. Isso é importantíssimo: acolhimento. Eu continuo escutando sempre as músicas do [Arthur] Verocai. Tem uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande e eu conheço há muitos anos, e toda vez que faz uma música é uma melhor do que a outra, que é o Rincón Sapiência. Queria aproveitar esse espaço pra dedicar um carinho muito especial, ó: o Rincón, ele é arte pura. O Rincón Sapiência é arte! Ele sempre inova. Ele sempre traz a alma, a alma dele, a alma dos nossos, a alma dos antepassados, ele traz a modernidade que o jovem traz consigo naturalmente.

Foto: Caroline Bittencourt

JEZA: Me emocionou muito você falar do Rincón porque eu fui a um evento organizado na Zona Oeste aqui no Rio, o “Zona Onírica”, e o DJ dizia que toda vez que ele tocava Rincón em Acari, que é uma área que tem um dos piores IDHs da cidade, os moleques piravam! E nêgo que não tava tão ligado na cena de rap de São Paulo surtou, velho, porque é …

É que Rincón é Africa Brasil, então ele vai se conectar com o planeta. Simples assim: Rincón é uma joia nossa, assim como Liniker é uma joia nossa. Assim como as meninas d’As Bahias e A Cozinha Mineira, assim como o Rico é… e tantas outras pessoas. Então, isso renova nossos votos. Renovação de votos! Eu sei que são arcaicos e quadrados alguns termos, mas nós podemos ressignifica-los. Nós ainda temos um caminho muito longo pra ter uma mudança total e geral, e nem tudo é ruim. E eu sempre vou falar dos professores e professoras. A mudança real, a revolução real passa por cultura e educação. Mas não é de hoje que inventaram a fábula da cigarra e da formiga, vendendo a cigarra como um vagabundo e a formiga como trabalhadora. Não, todos são trabalhadores. Isso não é de hoje! Vamo lá, gente! Vamo tentar um pouquinho. Por que cultura e arte são extremamente importantes? Porque nos humanizam, porque é o contato com algo que não dá pra se explicar, é o contato com algo ancestral, é algo espiritual, é divino.

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