Hits da Galega

A Bravo! lança com exclusividade “Tanto Faz”, o primeiro clipe do novo disco de Karine Carvalho, agora rebatizada de Galega

Foto Divulgação

Karine Carvalho queria se reinventar. Depois de 20 anos dizendo o texto dos outros achou que era hora de de botar para fora a sua voz, em todos os sentidos. “É a primeira vez que eu tenho a coragem e a determinação de escrever cada palavra, de botar pra fora as coisas que eu precisava botar pra fora para me curar e me reinventar. Sair desse lugar do ator”, disse em entrevista por telefone. “Agora eu faço meu showzinho pequeno para 30 pessoas, para 5 pessoas, mas é a minha parada”.

Mas para isso, atriz que é, vestiu o personagem Galega. “Meus pais são de Fortaleza e lá foi a primeira vez que que ganhei esse apelido. No Ceará, as mulheres loiras, brancas de olhos claros são galegas, galeguinha dos óio azul.”

O processo de fazer o disco Galega Hits durou quatro anos. São dois movimentos, o do processo criativo e o do contexto econômico brasileiro. “Na crise, as pessoas têm de trazer esse lado empreendedor. Tanto o disco quanto o clipe foram feitos na raça”, conta. “A gente mais ainda, porque é super underground, alternativo, indie”.

Galega Hits começou de tirar letras da gaveta e não jogá-las fora. Depois, um longo período de produção caseira com Leo Moretti, irmão de Fab Moretti, baterista dos Strokes. “Foi um processo bem difícil. Porque eu achava todas as letras meio ruins no começo.” A segunda fase foi a gravação da pré, feita pelo Gabriel Bubu, no estúdio da sua banda, Do Amor. “O Do Amor tocava nessa pré, mas era um disco mais acústico. Não fiquei satisfeita. Estava mais roquinho triste, e queria fazer algo mais interessante, mais debochado, mas escrachado. Sair desse lugar MPB, da música brasileira de cantora.”

Foi aí que Galega abraçou a sonoridade mais eletrônica, com sintetizador, mais pop. “Quando você escolhe aquela sonoridade, abraça um monte de outras coisas. Essa pegada do synth eu queria desde do começo, sempre soube que queria que o som fosse mais eletrônico, sempre curti essa sonoridade dos anos 80. Levei o disco para [o selo] Rockit com esse intuito.” Com a entrada na produção de Eduardo Manso e Estevão Casé, ao lado de Gabriel Bubu, 70% do que tinha sido gravado foi jogado fora. Um detalhe interessante são as gravações das baterias, que mesclam acústico e eletrônico. “O Fab Moretti toca em três músicas, e ele gravou em Nova York, outra é do Pupilo e duas são do Samuel Fraga, que toca com a Tupila [Ruiz]".

O resultado é um disco que é contemporâneo tanto na sonoridade que faz referência aos anos 80, quanto na temática. “Quero afirmar esse lugar da mulher. Vejo um movimento muito interessante surgindo, que parte desse empoderamento feminino”, diz com a ressalva: “empoderamento é um pouco clichezão, mas é isso. O disco levanta essa bandeira de forma natural: é a mulher na frente falando as coisas”.

O primeiro clipe do disco é “Tanto Faz”, feito por Fred Siewerdt em dois dias no Rio de Janeiro, no Horto, no Jardim Botânico e no Parque Laje. “O clipe, assim como o disco, foi feito na raça, na parceria, no amor. Feito por uma pessoa só, o Fred. Meu marido, meu parceiro da vida, e todas as coisas tem uma unidade de linguagem porque está tudo concentrado no Fred, coitado [risos].”

Tanto Faz é um single nato. “É uma parceira com os irmãos Moretti, o Fabrizio canta umas segundas vozes, toca guitarra, synth, bateria e faz as programações e o Leo toca synth. E o Fab também mudou um pouco a melodia no refrão. Foi a música que a gente mais trabalhou, escolhi pra ser o single por isso.”

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