Os eleitos

Confira todos os vencedores do Prêmio Bravo! Bradesco de Cultura 2016, anunciados ontem em festa realizada no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo

A Mostra Internacional de Teatro de São Paulo levou o troféu de Melhor Evento (foto: Uriel Punk)

Foram anunciados na noite de ontem os vencedores do Prêmio Bravo Bradesco de Cultura 2016, em uma grande festa realizada no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Com patrocínio do Bradesco, o prêmio homenageou artistas, personalidades e instituições que se destacaram no cenário cultural brasileiro em 2016.

A festa, conduzida pela dupla de mestre de cerimônias Liniker e Karina Buhr, foi marcada por manifestações contra o governo federal e o congelamento de verbas da cultura na cidade de São Paulo. Entre os premiados, dois dos grandes nomes da noite foram o do diretor Luiz Fernando Carvalho, eleito Artista do Ano em votação popular pela internet, e da cantora Elza Soares, escolhida pelos jurados Personalidade Cultural do Ano. Em música, Duas Cidades, do grupo BaianaSystem, levou dois prêmios — Melhor Disco Pop e Melhor Show.

Com exceção de Artista do Ano, os premiados em artes plásticas, cinema (curta e longa metragem), literatura, música pop, música erudita, teatro, dança e show foram definidos por várias comissões julgadores, todas formadas por especialistas em suas respectivas áreas. Foram 27 jurados no total, entre artistas, acadêmicos e jornalistas. Coube a eles também definir os vencedores em três categorias especiais: Personalidade Cultural do Ano, Melhor Evento de Cultural e Melhor Programação Cultural.

Confira todos os vencedores, que levaram para casa o troféu–uma escultura geométrica em alumínio — concebido pelo artista plástico Iran do Espírito Santo.

ARTISTA DO ANO
Luiz Fernando Carvalho
Foto: Raquel Couto

O diretor foi responsável por mais uma renovação na estética da telenovela brasileira em 2016, com Velho Chico. As filmagens da trama exibida pela Rede Globo chamaram a atenção para a região do Rio São Francisco no Nordeste. Luiz Fernando Carvalho — que recebeu homenagens na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pelos 15 anos de sua adaptação para o cinema de Lavoura Arcaica, romance de Raduan Nassar — tem no currículo outras produções de sucesso, como Tieta e Renascer, além de minisséries reconhecidas pela qualidade artística e visual, a exemplo de Capitu e Hoje é Dia de Maria.

Conhecido por suas adaptações literárias, Luiz Fernando levou ao ar, recentemente, a história dos dois gêmeos que se odeiam em Dois Irmãos, baseada na obra de Milton Hatoum. O diretor já havia explorado temas familiares em Lavoura Arcaica e na minissérie Os Maias, baseada na obra de Eça de Queiroz. Em todas elas, transpôs com maestria temas como amor, paixão, ódio, nascimento, morte e vida.

DISCO ERUDITO
Obra Integral de Ernesto Nazareth (12 vols.)
Maria Teresa Madeira
Divulgação

A trajetória da pianista Maria Teresa Madeira sempre esteve ligada à música de Ernesto Nazareth (1863–1934). “No início da minha adolescência me apaixonei pelo trabalho dele e nunca mais deixei de tocar”, conta. A identificação rendeu diversos concertos dedicados à obra do compositor, além dos CDs Sempre Nazareth (1997) e Ernesto Nazareth Vol.1 e Vol.2 (2003), este último indicado ao Grammy Latino. Em 2014, Maria Teresa deu início a um projeto ousado: gravar em pouco mais de um ano todas as músicas do artista que recebeu a alcunha de “rei do tango brasileiro”, mas que foi muito além do gênero.

As gravações começaram em abril de 2014 e terminaram em junho de 2015. “No início fui gravando aleatoriamente o que queria, pois sabia que tinha de gravar tudo mesmo”, brinca Maria Teresa. Foram valsas, hinos, tangos, polcas em sequência. “Deixei para gravar as que já conhecia mais para o final, inclusive as que já havia gravado em outros álbuns para tentar, através da obra desconhecida, achar elementos novos e surpreendentes. E isso aconteceu mesmo”, conta a pianista, que teve o auxílio do marido, Marcio Dorneles, técnico de som, e de Marcelo Rodolfo, que dividiu com ela a direção do projeto.

DISCO POP
Duas Cidades
BaianaSystem
Divulgação

O encontro do soundsystem jamaicano com a guitarra baiana é o fio condutor do trabalho do BaianaSystem, grupo idealizado pelo guitarrista Roberto Barreto em 2009. Duas Cidades, mais recente álbum da banda de Salvador, reúne as tradições musicais locais a outras experiências sonoras — do samba reggae e os blocos afro à música eletrônica periférica mundial, a exemplo do raggamuffin da Jamaica e do kuduro de Angola. “Esses híbridos que a gente estava fazendo por meio de experimentações ganharam corpo de uma forma mais organizada com a produção do Daniel Ganjaman”, diz o vocalista Russo Passapusso sobre o segundo disco do grupo.

As ruas por onde o grupo passou, as pessoas com quem os músicos falaram, as misturas, os sotaques: está tudo em Duas Cidades, um trabalho que fala também sobre dualidade. “Ele traduz a nossa visão da Bahia em relação ao mundo e do que imaginamos que poderia ser o mundo em relação à Bahia”, diz Passapusso. Esse dualismo também se expressa na diversidade sonora do disco, que ganhou visibilidade internacional com a faixa Playsom, incluída na trilha do jogo Fifa 2016, e, ao mesmo tempo, abre espaço para momentos instrumentais, como em Dia da Caça ou Cigano, esta última com participação do músico pernambucano Siba.

TEATRO
A Comédia e A Tragédia Latino-Americana
Felipe Hirsch
Foto: Patricia Cividanes

Desdobramento de Puzzle (2013), série de espetáculos em que Felipe Hirsch e o grupo Ultralíricos investigam as contradições da sociedade brasileira a partir da literatura nacional, A Comédia e A Tragédia Latino-Americana se estendem para a literatura produzida na América Latina. Após ler quase 200 autores, os artistas decidiram pelos mais marginais. “De alguma maneira eram autores menos conhecidos dentro do próprio continente”, diz o diretor, que escreveu uma minissérie e filmou, mais recentemente, o segundo longa da carreira, Severina, com atores do Chile, da Argentina e do Uruguai.

“É um projeto que vem dando muitos frutos e que continuará gerando”, afirma Hirsch. “Foi um pouco como olhar para dentro e perceber o quanto a gente desconhece a nossa literatura. Ao mesmo tempo é a continuação de um trabalho que eu sempre fiz de apagar as fronteiras entre o que é teatro, o que é música, o que é cabaré. De alguma maneira é um projeto menos centralizado na figura do diretor, como era na Sutil Companhia.” A peça, diz o diretor, é uma oportunidade de poder refletir o que está acontecendo nas ruas. “As peças, a série, o filme, falam muito sobre o dia a dia, principalmente num período conturbado como o que estamos vivendo hoje. Poder falar sobre isso não só no Brasil, mas também na Alemanha e em Portugal, como agora, é de muita importância, é o que eu sempre sonhei que acontecesse.”

DANÇA
Para Que o Céu não Caia
Lia Rodrigues Companhia de Danças
Divulgação

Diz o xamã Davi Kopenawa que, ao ser rompida a harmonia da vida no universo, o céu — que no idioma Yanomami é entendido por “aquilo que está acima de nós” — desaba sobre todos os que estão abaixo e não apenas sobre os povos das florestas. O relato do líder espiritual inspira o espetáculo Para Que o Céu não Caia, da Lia Rodrigues Companhia de Danças. A montagem estreou em 2016 na Alemanha, onde foi apresentada em seis cidades. A temporada no Brasil, na sede da companhia, em agosto, reuniu mais de 1200 pessoas no Complexo da Maré. “A recepção do público tem sido sempre atenta e respeitosa”, conta a coreógrafa, que levou o espetáculo a Paris no fim do ano passado e em seguida fez uma turnê pela França.

“Faço minhas as palavras de Raduan Nassar [ao receber, em fevereiro, o Prêmio Camões]: ‘Vivemos tempos sombrios, muito sombrios’. Uma premiação como esta é importante para jogar luz no trabalho dos artistas que passam por tantas dificuldades.” Dançar foi a forma encontrada pelos bailarinos da companhia para sobreviver em um mundo virado de cabeça para baixo. Dançar para segurar o céu.

EXPOSIÇÃO
I Love You Baby
Leda Catunda
Foto: Ricardo Miyada

A visão de Leda Catunda sobre o mundo atual, com seus encantos, fantasias, ilusões e mentiras, se traduz na exposição I Love You Baby, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Nas palavras do curador da mostra, Paulo Miyada, a sensibilidade da artista nasce do convívio constante com a pintura, sua história e seus desdobramentos contemporâneos — e se expande em choque apaixonado pela abundância de imagens, marcas e estilos que rege o cotidiano de quase todo cidadão atual, dentro e fora das grandes cidades. Reunindo a produção recente da artista, com pinturas, gravuras, aquarelas, colagens e esculturas realizadas principalmente entre 2014 e 2016, I Love You Baby dialoga com Leda Catunda e o Gosto dos Outros, apresentada há alguns anos no Galpão Fortes Vilaça, em que questiona conceitos de beleza, exotismo, o bom e o mau gosto. “A exposição fala sobre essa coisa que acho um pouco engraçada: ‘gosto de gostar do que os outros estão gostando’”, diz Leda.

Observadora sagaz do chamado consumo afetivo, a artista investiga as padronizações de comportamento ao mesmo tempo em que há uma busca pela diferenciação. “É uma característica muito curiosa do nosso tempo. Considerando que somos 7 bilhões de habitantes no planeta, a possibilidade de ser um ser original é muito pequena.”

LIVRO
Não Tive Nenhum Prazer em Conhecê-los
Evandro Affonso Ferreira
Divulgação

Não Tive Nenhum Prazer em Conhecê-los, título da mais recente obra de Evandro Affonso Ferreira, é também o epitáfio criado pelo narrador do livro. O personagem central da obra, um homem de 90 anos que vive em São Paulo, tenta lidar com a decrepitude destilando sua desesperança. “O tema nasceu das minhas próprias andanças; meu próprio envelhecimento, meu amor às palavras, minhas próprias inquietudes, solidão, desajeitamento diante da vida”, diz Ferreira. “É aquela velha história flaubertiana: Bovary sou eu. Meus livros modo geral caminham feito o autor, aos trancos-barrancos: pouca vendagem, pouca divulgação, vez em quando um prêmio, uma indicação, sem desespero. Gosto de escrever — esta é minha vida.”

Mineiro de Araxá radicado na capital paulista, Evandro ganhou o Jabuti em 2013 com o romance O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam e ficou em terceiro lugar na mesma premiação em 2015 com Os Piores Dias da Minha Vida Foram Todos. “Para escritores feito eu, poucos leitores, o reconhecimento de especialistas, pessoas do ramo, à semelhança dos profissionais da Bravo! é reconfortante, sinal de que nem tudo está perdido: há uma luz de vagalume no fim do túnel.”

LONGA METRAGEM
Aquarius
Kleber Mendonça Filho
Divulgação

Desde que foi exibido em Cannes e passou a circular pelo mundo, há 10 meses, Aquarius tem tido uma recepção incomum. Em meio ao protesto da equipe contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff em pleno tapete vermelho, o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e que tem no elenco Sônia Braga, Maeve Jinkings e Irandhir Santos, entre outros, reuniu cerca de 160 mil espectadores nas salas de cinema francesas e marcou presença em mais de 50 listas de melhores filmes de 2016 em publicações estrangeiras, como Le Monde, The New York Times e Cahiers du Cinéma.

O impacto político e cultural reverberou no Brasil, onde a recepção, nas palavras de Kleber, foi excelente. “É impossível negar toda a discussão política que houve em cima do filme”, diz. “Houve controvérsia relacionada à classificação etária de 18 anos e a retaliação do governo em relação ao filme não ter sido o representante brasileiro no Oscar por causa do protesto democrático que fizemos em Cannes. Mas tudo isso agregou muita força, muita energia a um produto cultural, uma obra de arte que teve e ainda tem um impacto muito grande não só no Brasil, mas também no exterior.” Para o diretor, o Prêmio Bravo vem agregar a toda essa energia que o filme já tem. “O trabalho do artista é fazer um retrato honesto da sociedade e dos tempos em que a gente vive. Penso sempre nisso e me sinto bem em ser honesto no que eu faço.”

CURTA METRAGEM
Estado Itinerante
Ana Carolina Soares Filho

Uma cobradora de ônibus e sua saga de redenção estão no foco de Estado Itinerante, produção de Minas Gerais dirigida por Ana Carolina Soares. No filme o espectador é conduzido com sutileza a um universo em que a violência de gênero permeia a maior parte das relações. “Precisamos falar sobre o machismo para conseguir romper alguma barreira”, diz a diretora do curta, que foi exibido em 13 festivais e teve 15 premiações no ano passado. “Isso me deixa contente porque é a chance de chegar ao público e de abordar a violência de gênero e de reforçar que a união faz a força, por isso a cumplicidade das personagens femininas na trama.”

Para Ana Carolina, o filme estreou em um momento de afirmação da mulher no cinema. “Além de um desejo de denúncia da violência na cidade, no trabalho e nos lares, a forma como a mulher vem sendo retratada e representada no cinema e na televisão por uma maioria de realizadores homens foi um dos principais motivadores na escolha do tema”, diz.

SHOW
Duas Cidades
BaianaSystem
Divulgação

Se Duas Cidades, o disco, surpreende pelo alto nível energético, isso se deve ao fato de que o álbum é resultado das apresentações ao vivo que o BaianaSystem, incansável, fez nos últimos anos. Uma vez que as músicas são gravadas, o passo seguinte é desconstruir o álbum para que ele se torne Duas Cidades, o show. Nessa dinâmica em que os elementos sempre podem mudar de lugar, no palco o grupo cria espaço tanto para a catarse quanto para a contemplação. “Nossa necessidade de nos comunicarmos com as pessoas faz com que a guitarra baiana se transforme, às vezes se aproximando do samba chula feito aqui, às vezes rumo à escaleta do [produtor jamaicano] Augustus Pablo”, diz o vocalista, Russo Passapusso.

A linguagem gráfica do BaianaSystem é outro forte componente que reforça o contato direto com o público. “Ela funciona como mais uma voz nos nossos shows”, afirma o músico, para quem o Prêmio Bravo! é uma oportunidade de reverenciar artistas que são referências para a banda, como Antonio Carlos & Jocafi, Lazzo, Margareth Menezes e Luiz Caldas, entre outros. “Nada se começa do zero, nada se cria do zero: a gente tira pedaço de umas músicas para poder germinar outras. Participar dessa premiação é homenagear todos os nossos modelos, todas as pessoas que trabalham com a maior dignidade e precisam ser mais reconhecidas”, diz.

PERSONALIDADE DO ANO
Elza Soares

Há um pouco de Elza Soares em cada personagem de A Mulher do Fim do Mundo, primeiro disco só de inéditas da artista, que pode ser considerada a dona de uma das vozes mais versáteis da música brasileira. Ela anuncia a sua chegada — ou seria renascimento? — à capela, na abertura, com Coração do Mar, um poema de Oswald de Andrade musicado por José Miguel Wisnik. A introdução é delicada, mas ainda assim crua, concreta. A relação com o urbano, explícita na arte da capa, áspera e marcante, vai se tornando mais clara à luz da faixa-título. Na composição de Romulo Fróes e Alice Coutinho, a pele preta e a voz, deixadas na avenida, ecoam a mensagem definitiva: “Eu vou até o fim cantar”.

Lançado em 2015, o 34º álbum da artista, protagonista de uma carreira de mais de 55 anos e uma história de vida marcada por muitas reviravoltas, deu novo fôlego à fênix — não por acaso a imagem de uma das tatuagens marcadas na pele de Elza. Ao disco seguiram-se uma série de shows por todo o país e uma participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, com Canto de Ossanha (1966), de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

Por sua obra e também pela coragem com que leva sua arte adiante, Elza é a vencedora do Prêmio Bravo! na categoria Personalidade do Ano. “Eu quero dizer da minha alegria, mais uma vez, e agradecer a revista por ter voltado com força total. O significado da Mulher do Fim do Mundo é a mulher que tem coragem, que enfrenta tudo. É isso, é força, é garra, é coragem, é lutar pelas mulheres, buscar o direito das mulheres, pelos gays, pela pele preta, enfim, por tudo isso.”

PROGRAMAÇÃO DE CULTURA
Casa do Povo
Divulgação

Nos últimos anos, a Casa do Povo reforçou o caminho que vem trilhando desde a sua inauguração, em 1953. A instituição aposta no poder transformador da cultura e na importância da reflexão crítica acerca do contexto político e social contemporâneo e da necessidade de criar novas práticas artísticas, em diálogo com o entorno. “A partir desses eixos, conseguimos impulsionar a programação, concebendo todos os projetos (publicações, produções de obras, seminários, eventos) do zero e cumprindo um papel fundamental na criação de conhecimento”, dizem Benjamin Seroussi e Mariana Lorenzi, responsáveis pela curadoria. “A indicação reconhece que iniciativas culturais autônomas, de pequeno e de médio porte, contribuem de forma fundamental para fomentar uma sociedade civil mais justa por meio da experimentação artística e política, ousando em um campo em que grandes instituições muitas vezes não conseguem se arriscar.”

EVENTO DE CULTURA
MITsp — Mostra Internacional de Teatro de São Paulo
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Com espetáculos que abordaram temas como racismo e democracia, muitos deles apresentados por diretores que vieram ao Brasil pela primeira vez, a MITsp — Mostra Internacional de Teatro de São Paulo chegou à sua terceira edição no ano passado com a responsabilidade de manter a qualidade da programação apesar dos cortes no orçamento. O evento não só alcançou repercussão positiva como também se firmou entre os mais importantes do país. À frente das montagens Ça Ira e Cinderela, o autor e diretor francês Joël Pommerat foi um dos destaques, ao lado do bailarino e coreógrafo Faustin Linyekula, da República Democrática do Congo, e do grego Dimitris Papaioannou. “Desde a primeira edição, a mostra foi amadurecendo”, avalia o diretor artístico, Antonio Araujo. “Do ponto de vista financeiro o ano passado foi difícil, mas mesmo assim conseguimos manter o eixo principal do evento que era discutir a construção de narrativas”, diz.

Além disso, a MITsp ocupou pela primeira vez o palco do Teatro Municipal, que recebeu cidadãos comuns na apresentação de 100% City — ou 100% São Paulo, como foi intitulado o projeto da companhia de teatro de Berlim Rimini Protokoll. “Foi um trabalho muito especial em que se discutiu racismo, sexualidade, aborto, drogas, violência”, diz o diretor geral de produção, Guilherme Marques.

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