Sob a lua do Vidigal

Sem ir para o asfalto, uma conversa com o escritor Geovani Martins em um bar vascaíno na comunidade

Por Jefferson Barbosa, Lethicia Amâncio e Júlia Carvalho

Um Guimarães Rosa do nosso tempo. O Grande Sertão, aqui, são as favelas cariocas. Os personagens têm traços muito parecidos e contextos diferentes. Os de cima não mandam, e os de baixo não obedecem. Do morro para o asfalto condensado a realidade de Bangu, Rocinha, Vidigal e de muitos rolês em poesia. Feito o pai de Riobaldo e Diadorim, Geovani Martins ressignifica língua portuguesa. A sua língua é brasileira, é carioca. Aos 27 anos, Geovani leva Poca Telha e Nanda para passear por Paris, Nova York e Berlim.

Editado em nove países, elogiado por Caetano Veloso, Chico Buarque e João Moreira Salles, o autor de O Sol na Cabeça promete pelas mãos de Karim Ainouz, hackear as telas do cinema com o seu realismo . Jefferson Barbosa, Lethicia Amâncio e Júlia Carvalho foram ao encontro de Geovani numa noite de jogo do Vasco, num bar vascaíno. Geovani é flamenguista.

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