EM SIGILO
Não m’exponhas qual tonta pela rua
Tampouco me comentes os segredos.
Compartilhei contigo tantos medos,
Que a teus olhos sinto que estou nua…
Cala o que a tua fala me insinua
Entre culpas, gracejos e arremedos.
Afasta-te de mim longos degredos,
Antes que tu me julgues ser de lua!
Mas guarda bem guardado no teu peito
Esse mal d’eu querer-te do meu jeito,
Ainda que não passe de ilusão.
E cuida que ninguém nunca conheça
Loucuras que me andam na cabeça
E amores que me vêm ao coração.
Contagem — 03 11 2019

