.nada.(o).
Nov 5 · 1 min read

eu não sinto nada
e,
de repente,
vêm um tornado
emaranhado
vogando ao vento
transfigurado
não me asseguro mais
abstrato
meu reflexo sujo
respingado
de água salgada
embargado
pela sentença injusta
de viver a nado
nesse aluvião
domado
no olho do furacão
cingido
na tempestade
vago
quando calmo
volto
ao nada(o)

