Dica de música para acompanhar a leitura: “Sunset on M – Piano and String Quintet/ Dardust”

VIDA: emaranhado de palavras e mistérios.

acompanhamentos de composições, devaneios ou inspirações

encontro de sílabas que por muitos moldam o sentido do estar, do ser, e das infinitas conjugações e permanentes questionamentos

ensaios de consoantes e vogais sobre a própria existência e inevitavelmente o passeio sobre o próprio devaneio

é quando as luzes se apagam e o reflexo do imaginário vem à tona

são eras de acidentes que se transformam em curas

paradoxos inevitáveis e repetições cansativas e imaturas

é quando o escrever se transforma em ladeira

quando a chuva vem de encontro ao chão

é um emaranhado de tentativas e desgostos

quando o fio decide tecer-se

e passam a eternizar

emaranhados coloridos e opacos

carregados de batimentos e respirações

seja lá sua ultima ou o passo para as mais rápidas e intensas

quem se importa com as manchas que o emaranhado carrega

quem decide o que dança nas quatro letras ou o que apenas passeia perante a uma rápida palavra

mas sabe, todos os dias… até o momento que se conecta as três dimensões, enquanto você ser o breve leitor outros emaranhados se formarão ou irão se desfazer

é quando se faz o passado, presente e futuro

e quando o emaranhado se tornou um fardo

tão poucas letras que carregam um desconhecido caminho para quem a suporta

é esse, o emaranhado que suportamos

e quando tal fardo se torna um fio repleto de nós

nos resta dançar sobre os mesmos

até que tudo seja desfeito

o estar afeta o estava que condena o estará

e assim continuamos

emaranhado: VIDA

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