ÀQUELA VOZ QUE SALVA

Imagem encontrada na internet

Era uma hora da manhã de uma sexta feira. Ele estava sentado na beira de sua cama com o celular na mão e o número digitado. Era só ligar.

A relutância em fazer aquela ligação era grande. Ele tinha medo de ser julgado, de ser execrado e esculachado pela pessoa do outro lado da linha.

Ele largou o celular em casa e foi dar uma volta pela quadra, e fumar um cigarro pra espairecer e acalmar os nervos. Andou muito mais do que uma quadra e fumou muito mais do que um cigarro apenas. Na verdade, queimou uma carteira inteira.

Quando voltou pra casa se sentiu mais calmo e tranquilo, mas já eram mais de três horas da manhã. Pegou o celular novamente. O jogou em cima da mesa e prometeu que faria aquela ligação amanhã, e em seguida se jogou na cama. Ficou inquieto durante horas e não conseguiu dormir.

Quando desistiu de cair no sono, se levantou e pegou o celular. Já eram sete horas da manhã.

Abriu o discador e ligou. Em menos de três toques escutou a voz do amigo: Fala, Marcão! Tá tudo bem cara?

Desabou em prantos pelo telefone. O amigo desligou imediatamente. Dez minutos depois escutou alguém bater em sua porta.

Era João ainda em seu pijama, com um pacote de pão, um pote de manteiga e café na mão, perguntando: bora conversar tomando um café?


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