“A Freira” têm tudo para assustar, mas não consegue chegar lá

É difícil pensar que “A Freira” seria um lançamento que de alguma forma poderia dar errado. Estamos falando, afinal, do mais esperado capítulo da série de filmes “Invocação do Mal”, que conta com “Annabelle” e “Annabelle 2” em seu currículo, e todas essas obras foram bastante aclamadas pelo público (ainda que não pela crítica por completo) e tiveram enorme sucesso de bilheteria.

A realidade, no entanto, veio para contrariar as expectativas gerais e surpreender negativamente os fãs do gênero, infelizmente. A seguir eu te explico o porquê! Confira a crítica logo abaixo!

Um fundamentado background não é capaz de manter “A Freira” de pé

Como dito previamente, “A Freira” chegou aos cinemas com o peso de ser parte da série de películas “Invocação do Mal”, que se não são amadas pelos críticos são verdadeiramente adoradas pelos fãs do terror.

Ainda que isso traga mais responsabilidade para essa capítulo também lhe dá de alguma forma força para se manter, tanto em termos técnicos (é uma história que faz parte de outra, então é mais facilmente compreendida) quanto em questões publicitárias (é muito mais fácil levar ao cinema gente que já está engajada com um enredo conhecido).

É lamentável constatar, portanto, que nada disso foi suficiente para fazer de “A Freira” um grande lançamento do gênero. Muito pelo contrário, na verdade. O seu roteiro é fraco e desinteressante e o seu desenvolvimento não traz absolutamente nada de novo para aqueles que se encantam por esse tipo de obra cinematográfica.

É bem verdade que não é de hoje que os apaixonados pelo terror estão mal servidos, ao menos quando vão às salas de cinema. Alguns filmes deram um bom respiro a esse estilo por subverterem as suas regras gerais e por inovarem em seus paradigmas. Foi o caso de “Corra!”, “Um Lugar Silencioso” e “Hereditário”, para citar apenas três exemplos que se destacaram demais nos últimos dois anos.

Ainda assim, era imaginado que “A Freira” fosse capaz de virar esse jogo por ter a potência de uma história consagrada consigo e por ser abraçada por realizadores de ponta. A verdade se mostra bastante cruel, infelizmente, e é triste perceber que nada disso adianta quando aqueles que estão envolvidos no projeto atual não se mostram realmente engajados e dispostos a oferecer algo de qualidade aos seus espectadores!

Corin Hardy mostra incrível domínio do gênero, mas não é capaz de evitar a catástrofe

Corin Hardy é um diretor já conhecido quando o assunto são filmes de terror. Foi ele que dirigiu o convincente “A Maldição da Floresta”, por exemplo, e parecia uma aposta segura para comandar uma das sequências da série “Invocação do Mal”.

Ele de fato tem o domínio das técnicas mais acuradas desse estilo. A câmera na mão nos momentos certos, o estudo do reflexo no espelho, a análise de ambiente e todos os gatilhos de susto estão bem elencados aqui, mas como a narrativa não envolve em momento algum e os personagens não nos encantam não nos importamos minimamente com nada que está acontecendo na tela, por mais tenebroso que seja na teoria.

Na verdade, os próprios personagens não parecem nem um pouco abalados com a sequência de acontecimentos, e vão enfrentando uma situação mais absurda que a outra ao longo da película sem grande emoção ou empenho, e é difícil dizer se isso é fruto de uma combinação de performances fracas ou se todos eles foram vítimas de um roteiro bastante ruim!

Seja como for, o resultado não poderia ser outro: passamos quase duas horas no cinema bocejando, e eu que não sou uma pessoa exatamente corajosa não me assustei uma vez sequer ao longo das quase duas horas de trama. Nem as conexões com a série “Invocação do Mal” convencem, e “A Freira” passa batido e despercebido, sem cativar mais fãs para a história base e com certeza não satisfazendo àqueles que ela já tinha conquistado! Uma pena, de fato!

NOTA: 5,0

Revista Subjetiva

Andressa Faria de Almeida

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