A justiça histórica foi escrita certa por linhas tortas

Aquele gol do Panamá não entrou mas valeu, e muito

Trinidad e Tobago eliminam os EUA da Copa de 2018.

Quem hoje vê o mapa do México talvez nem imagine que o país já teve mais que o dobro do tamanho atual. É que ao longo do Século XIX muitos territórios que eram mexicanos ou tornaram-se independentes (caso de boa parte do istmo da América Central) ou foram tomados pelos Estados Unidos (como provam diversas cidades estadunidenses com nomes hispânicos, como as famosas Los Angeles e San Francisco).

Até o começo do Século XX, o atual Panamá pertencia à Colômbia. Tornou-se independente com total apoio dos Estados Unidos, interessados em controlar o território onde seria construído o famoso canal.

Mais de 100 anos depois, no futebol, a seleção dos Estados Unidos perdeu a vaga na Copa do Mundo de 2018 devido à seguinte combinação de resultados: perderam para Trinidad e Tobago, o México perdeu para Honduras, e o Panamá ganhou da Costa Rica.

A vitória panamenha, de virada, começou com um gol equivocadamente validado pela arbitragem: a bola sequer esteve perto de entrar. Encerrada a partida com o Panamá vencedor, restava aos estadunidenses a esperança de que o México empatasse seu jogo contra Honduras, nos acréscimos, o que eliminaria os hondurenhos e colocaria os Estados Unidos na repescagem contra a Austrália.

E a chance apareceu, de falta. Mas a bola bateu na barreira — algo semelhante ao muro que Donald Trump quer construir na fronteira com o México.


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