A linha tênue entre o mundo dos sentidos e o mundo das ideias — Dança das Deusas #3

Seguindo a nossa série de textos sobre o real significado do “feminino”, vamos analisar a personalidade e as subjetividades das Deusas Hera e Perséfone, em que ambas apresentam a essência do PODER como fator principal para compreendermos o ser mulher, principalmente nos dias atuais.

HERARainha do Mundo dos Sentidos” — Ela nos traz a energia da liderança e da parceria saudável com o masculino, esse acaba sendo o desafio de Hera no patriarcado, onde homens não conseguem enxergar que mulheres podem ser líderes ou até mesmo compartilhar o “poder” com eles.

Mais uma vez o patriarcado para minimizar essa força, delimita esse poder da mulher, onde só pode ser exercida no lar, então nesse sentido, Hera assume a figura da matriarca, porém isso é apenas uma versão fragmentada e distorcida.

Na versão íntegra de Hera, podemos observar uma mulher que sabe liderar, que é confiante, sabe conduzir e consegue engajar os outros em sua visão. A mulher que mais se identifica com esse estereótipo, são as mulheres com personalidades práticas, diretas e determinadas; pois ela nos ensina a sermos eficazes, buscarmos uma parceria equilibrada com o masculino, e também buscarmos o poder material, porém sempre tendo uma relação saudável com o dinheiro.


PERSÉFONE “Rainha do Mundo das Ideias” — Traz para nossas vidas a dimensão espiritual, nossa intuição e nossa mediunidade feminina.

Diferente dos outros arquétipos, esse se torna um pouco mais complexo, pois aborda diferentes entendimentos da vida para além da matéria, da ciência e também uma dimensão em que os homens não alcançam; e logo ridicularizam por não entender o que se passa por essa mulher que se identifica com essa Deusa. Muitos ficam preocupados com esses traços de “loucura” das mulheres Perséfone, que são mais sensíveis e intuitivas que as mulheres em geral.

Ela nos ensina a compreender melhor os mistérios dos nossos ciclos em geral como, por exemplo, a menstruação, da vida e da morte; e a entendermos que somos mais que apenas um corpo físico; e também a termos empatia pelo o outro. Seu maior ponto forte é a sabedoria e sensibilidade de entender e aceitar cada fase de nossas vidas. Sendo assim, seu ponto fraco acaba sendo a dificuldade de aceitar que é diferente da maior parte das pessoas e aprender a usufruir dessa realidade ímpar.

Esse excesso de informação sobre os dois mundos, se torna o nosso grande desafio de mulher moderna em formação.


Essas duas Deusas com aspectos que em primeiro momento pode nos parecer distintos, mas que ao olhar com maior profundidade e discernimento, podemos perceber suas linearidades. Nos ajudam a compreender o nosso poder como mulher, com todas as peculiaridades e dificuldades que permeiam nossas vidas.

P.S: No próximo texto abordaremos sobre as Deusas Afrodite e Deméter, que regem a singularidade e pluralidades do “AMOR”.



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