A rapsódia admirável do Queen (ou Cinco canções do Queen que você não conhece)

Rami Malek é Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody

No próximo 1º de Novembro, Bohemian Rhapsody, a autobiografia cinematográfica do Queen, será lançada nos cinemas. O filme criou uma alta expectativa entre os fãs desde o seu anúncio e já no início de suas filmagens, gerou polêmica. Sacha Baron Cohen, o eterno Borat, chegou a topar ser o intérprete de Freddie Mercury, mas divergências com os membros da banda fizeram Cohen desistir do projeto. Rami Malek, um dos atores sensações do momento, aceitou o desafio de viver o lendário vocalista do Queen. Bryan Singer,o diretor do filme, também foi afastado da produção após faltas no set de filmagem e uma confusão com Malek. Bohemian Rhapsody tinha tudo para dar errado e, segundo a crítica americana e o Rotten Tomatoes, deu.

Independente dos problemas enfrentados, Bohemian Rhapsody é uma ótima oportunidade para conhecer a grandiosa obra do Queen — uma das bandas mais populares da história da música e donos de uma obra eclética. Nós, brasileiros, temos muito carinho por esse conjunto, um dos primeiros a se apresentar no Brasil e, juntamente do KISS, o catalisador de uma geração de músicos do Rock’ n’ Roll em todo Brasil. Andreas Kisser que o diga.

Aproveitando a oportunidade, apresento cinco músicas do Queen que quase ninguém conhece, mas são verdadeiras obras primas.

05. Sheer Heart Attack: apesar de ser o nome de um dos primeiros discos do Queen, essa canção de Roger Taylor, baterista da banda, só entrou no álbum News of the World,de 1977. Com intensidade, é uma resposta a onda punk que começava a conquistar o mundo. É rápida e fala sobre um sujeito apaixonado por uma garota de 17 anos, temática típica do Rock’ n’ Roll desde os anos 50. Uma música prazerosa de ouvir e que esteve no set list da banda até 1982.

04. Sail Away Sweet Sister: mesmo um vocalista grandioso como Freddie Mercury deixava seus colegas de banda brilharem na sua função em alguns momentos e Sail Away Sweet Sister é um deles. Apesar de cantar um pequeno trecho, Mercury liberou todo o vocal a Brian May, autor da canção. É uma das baladas que fazem parte de The Game, o mítico disco de 1980, aquele que contém Crazy Little Thing Called Love. Tá aí um disco que tem diversas músicas desconhecidas do grande público, mas que são vibrantes e divertidas. Sempre vale a pena uma nova audição.

03. Breakthru: fico imaginando como Freddie Mercury, já sofrendo de sua doença, conseguiu compor versos tão positivos como esse. Essa é uma das minhas favoritas do Queen e possui um clipe mágico. Na verdade o disco The Miracle tem certa magia — é o penúltimo com Mercury vivo. Composta por Freddie e Roger Taylor, traz um baixo pulsante de John Deacon, a guitarra perfeita de Brian May e 30 segundos de algumas das mais lindas harmonias que Freddie Mercury cantou. Se você precisa de um pouco de energia no seu dia, é isso que você precisa ouvir para te inspirar.

02. In The Lap Of The Gods (Revisited): em termos de música pop, isso deve ser uma das coisas mais arrepiantes que você irá escutar. Era o momento em que Freddie Mercury mostrava o total domínio de sua voz e do palco. Uma pequena obra prima, originalmente gravada para Sheer Heart Attack, de 1974, mas que ganhava uma dimensão gigantesca nos shows da banda. É o tipo de canção que não se deve falar muito, apenas ouvir e sentir.

01. One Year of Love: tenho certeza que você já assistiu Highlander, clássico absoluto dos anos 80. O Queen foi o responsável pela trilha sonora do filme, encontrada em Kind of Magic, o disco da última turnê de Freddie Mercury. Escrita por John Deacon, é umas das mais perfeitas definições do que é o amor e paixão em forma de canção. Ela toca meio despercebida no filme, mas se você tiver prestando atenção na história, ficará completamente arrepiado ao sentir o fantástico alcance vocal de Mercury. É uma pequena jóia escondida na película. Há um lindo arranjo de cordas de Lynton Naiff e Deacon a compôs em um teclado Yamaha. Por conta de uma treta com Brian May, resolveu substituir a guitarra por um solo de saxofone executado por Steve Gregory — o que deixa One Year of Love um pouco datada . Independente do sax ou guitarra, é um dos pontos altos da carreira de Mercury e nem sempre é lembrada como merece.

Escolhi apenas cinco músicas, o que é injusto para uma banda com um repertório tão magnífico quanto o Queen. Mas se você tiver a curiosidade e explorar a discografia da banda, descobrirá que há muita coisa além de Bohemian Rhapsody. Eles eram os campeões, meus amigos e, quase 50 anos depois, continuam a balançar vocês!


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