Aqui quem fala é da Terra

Babi Vanzella
May 8, 2018 · 3 min read
Photo by Matese Fields on Unsplash

Alô, alô, marciano!

Viver no Planeta Terra é uma doideira. A natureza por aqui é fantástica, divina, tão linda que é difícil compreender. Só o fato de ver o sol e a lua e as estrelas e as nuvens já é capaz de deixar os mais atentos de boca aberta. Ainda tem oceanos imensos, coloridos, de água morna (alguns nem tanto). Tem lagos, cachoeiras, rios enormes, rochas indestrutíveis e uma vegetação difícil de adjetivar. Aliás, uma não. Muitas, muitas. Se a gente tem a oportunidade de circular por aí e ver umas paisagens diferentes a gente pira. Porque é mesmo um Planeta de belezas esse aqui. Já mencionei as montanhas? E o deserto? A neve e a chuva. Todos os tipos de animais. Isso aqui é um paraíso!

Aliás, poderia ser um paraíso se não fosse um lugar dominado pelas emoções. É muito difícil viver. Era pra ser mais simples, mas é uma simplicidade tamanho complexa que acaba sendo muito mais difícil do que conseguimos mensurar quando estamos só assistindo no camarote. Na teoria é muito mais fácil, eu garanto. A experiência prática é pesadíssima, ainda que cheguemos bem treinados, com bastante energia.
Por aqui nos sentimos felizes e em questão de um segundo, um minuto, um dia, uma semana o mundo desaba. Tristeza, medo, angústia, ansiedade, paixão, ódio, euforia. As emoções são uma armadilha e nós inevitavelmente acabamos reféns delas. Há seres humanos que sequer chegam a cogitar ser mais fortes que suas emoções e vivem num mundo de barbárie, agindo por instinto. Outros passam a vida buscando ferramentas para superar de alguma forma essa limitação que vem das emoções flutuantes e encontram bons resultados, de forma geral. A "cura" pra isso não existe, vocês sabem. O momento atual por aqui ainda é o de viver a dualidade: luz e sombra convivendo juntos no Planeta e dentro de cada um.

Nosso equipamento físico é maravilhoso, a maioria de nós funciona muitíssimo bem sem ter que fazer nada demais. Acontece tudo de forma automática: nos alimentamos, dormimos, ingerimos líquidos e o corpo vai tocando o baile sozinho, expelindo as coisas que não servem, filtrando e selecionando o que precisa ser filtrado e selecionado etc. Uma tecnologia e tanto! Logicamente que, sujeitos às emoções, também ficamos vulneráveis aos vícios, às compulsões, à inércia. E tudo isso reflete no nosso aparelho humano que muitas vezes estraga vítima de doenças do corpo e da mente e outras vezes morre mesmo, que é quando o deixamos pra trás. Alguns terminam a viagem muito cedo, outros chegam muito mais longe. Tudo depende!

Por aqui, tudo sempre depende. Além disso, somos influenciados por um mundo de outras coisas que a gente não enxerga: energia é a palavra capaz de resumir esse mundo de coisas invisíveis. É mole além de tudo lidar com coisas que a gente não vê?

Por sorte cada pessoa carrega dentro de si uma crença em sabe-se lá o que que vem não sei de onde e garante que tudo vai ficar bem. É uma faísca misteriosa armazenada bem fundo no núcleo de cada ser humano que serve como uma tocha na escuridão. Nossa maior riqueza, nossa grande “arma” nesse mundo denso. Nosso escape, nossa fuga. Mas nem todo mundo têm consciência da existência desse núcleo, infelizmente. E outros até têm consciência, mas ainda não são capazes de acessá-lo. O resultado disso é muita muita gente no escuro, sem conseguir ver sequer uma luz no fim do túnel quando é necessário. O que também faz parte do mistério, da viagem, da aventura que é descobrir a si mesmo.

Não é nada fácil viver na Terra, não lembro se falei. Mas mencionei o céu? As estrelas? O amanhecer? As montanhas? Sabe ser lindo esse Planeta.


E por aí, a mãe tá boa?

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