Mia com um casaco verde de camuflagem militar. É a primeira alusão do episódio a um crocodilo.
Vou te dar três segundos para você falar aí o que tem nessa imagem de relevante. Sim. Ele mesmo. ROXOOOOOOOO. Se você está lendo a série de análises sobre a temporada, sabe que essa é a cor que indica que alguém deve morrer. Some a isso as bordas escuras na lateral da imagem, compostas pela parede e pela sombra das costas da mulher, e Shazia está posicionada em uma espécie de alvo. Bum pode explodir a cabeça e seguir.
Me mudando para a Islândia em 3, 2, 1…
Começa com Mia atravessando o corredor com a parede vermelha para abrir a porta. O vermelho aqui nos avisa do perigo se aproximando.
Ela abre a porta, vemos que é Rob, mas a parede vermelha está atrás dela! Ela é o perigo na cena, não a vítima.
Com a parede vermelha entre eles, fica claro o desconforto pelo evento violento que os conecta no passado. Porém, Rob está na luz, Mia no espaço mais escuro do quadro. Mostrando que Rob está mais elevado moralmente, nesse momento.
Mia então caminha para o outro lado do aposento. A gaveta de bebida é tão camuflada que pode simbolizar o esqueleto no fundo do armário. A bebida é o que causou o acidente, afinal. Rob está longe da bebida, longe de Mia.
Essa é a minha imagem favorita de todo o episódio. O crocodilo, digo, Mia camuflada em seu habitat natural, observando a presa. A sombra, seu fantasma do passado, o conflito interno, a dualidade. Perceba que a sombra é maior do que Mia, revelando a força desse fantasma em sua psique. Tudo que ainda precisávamos saber sobre Mia é completado nessa imagem.
“Vida Selvagem”, Animal Planet, 4x03 — a presa bebe água na beira do lago.
O crocodilo chega sorrateiro à posição de ataque.
Embebida na escuridão por seu último ato.
A visão estreita mostrando a situação de Mia. Ela precisa calcular cada passo para não errar e se entregar. Até o cinza da roupa gera uma camuflagem com o ambiente.
Hummm, cena sem muita emoção. Melhor começar meu jogo favorito, procurar roxos. Achei (canto superior direito, a luz).
A família propaganda da margarina islandesa. As linhas das janelas separam os membros da família, mostrando uma distância emocional entre os integrantes. Algo necessário para Mia esconder seus fantasmas.
Se existe um elemento roxo, alguém vai morrer. Se a câmera dá um close em facas, alguém vai morrer. Mas se a câmera dá close em facas e uma delas, a maior, é roxa…. aí fudeu.
Enche essa porra aí de vermelho que o bagulho agora tá violento.
O isolamento de Mia é tão forte que, mesmo cercada de pessoas, ela permanece visivelmente sozinha.



Revista Subjetiva

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Yann Rodrigues

Written by

Roteirista, apaixonado por narrativas. Editor do Além do Roteiro, também na Revista Subjetiva. Acesse: http://alemdoroteiro.com

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