De que Marcelo Crivella tem medo?

Alguns motivos que explicam o porque da covardia do candidato do PRB.

Marcelo Crivella ao lado da família Garotinho

Recentemente, o candidato a prefeitura do Rio de Janeiro pelo PRB, Marcelo Crivella, cancelou os debates e as entrevistas que ocorreriam ao lado do candidato pelo PSOL, Marcelo Freixo, alegando estar bastante ocupado, sendo que o mesmo escondeu sua agenda de seu próprio eleitorado e das emissoras de televisão. De que Marcelo Crivella tem medo? Após a polêmica, o candidato Marcelo Freixo - que é chamado pela oposição de “frouxo”, mesmo presidindo a CPI das Milícias em 2004 que prendeu diversos políticos -afirmou que debateria com Marcelo Crivella seja onde fosse, o mesmo não respondeu, mas no mesmo dia se encontrou com Rodrigo Bethlen, o mesmo que foi Secretário de Cabral e possui dinheiro no exterior do país, além de ser culpado por diversos casos de corrupção.

O medo do Marcelo Crivella é debater suas propostas, porque sabe que dentro delas possuem privilégios para as igrejas, uma delas é construir faixas para pedrestes em frente a todas as igrejas, não importa qual for a orientação dada ao transito do local. Além disso, quem está presente na campanha dele é Fernando MacDowell, vice-candidato a prefeitura do Rio de Janeiro pelo PR, que foi indicado pelo companheiro e presidente do Partido, Anthony Garotinho. A família Garotinho é bastante conhecida aqui no Rio de Janeiro, por conta da corrupção e a demissão de dois secretários em seu primeiro mandato, por conta do primeiro motivo. O fim do populismo do Crivella seria o fim para sua candidatura, pois assim que desmascarada suas reais intenções para com este cargo, o mesmo não conseguiria segurar a decaída de votos nas pesquisas.

Ele, como ex Bispo da Universal, possui em sua fala um tom de quem pretende cuidar das pessoas, mas para cuidar das pessoas, elas precisam estar longe de suas ações na Prefeitura, entrando o mercado, porque ele mesmo diz que o Estado deve ser o mínimo possível numa prefeitura. Marcelo Freixo, não propõe “cuidar das pessoas”, propõe “governar com elas”, como ele mesmo disse no primeiro debate do Segundo Turno do Rio de Janeiro que aconteceu na TV Bandeirantes.

Marcelo Crivella defende aumentar os investimentos na saúde e na educação, porém, o PRB — seu partido — votou em suma totalidade na PEC 241, que propõe justamente congelar todos os gastos com educação e saúde a partir de 2018 até 2036. Até que ponto a coerência de Marcelo Crivella vai? Outro tópico, ele se diz amplamente favorável ao diálogo com todas as religiões, porém, não participou do encontro com as religiões de diversos seguimentos no Rio de Janeiro, além de defender em debate a “família tradicional cristã”, como ele mesmo diz.

O candidato do PRB é a favor do projeto “Escola Sem Partido”, porque, segundo ele, escola não é lugar de manifestação política, e sim de aprender matemática, química e física, as matérias mais básicas em sua totalidade. Ele propõe que a educação seja uma forma de reprodução, sem conteúdo e material que dialogue com a realidade dos alunos que estão presentes naquele espaço, e que são, em sua maioria, pobres e moradores de favela. O candidato do PSOL propõe uma escola que seja inclusiva, ele defende a todo momento “disputar as crianças” com a realidade em que elas vivem.

As contradições não acabam, em debate público, Marcelo Crivella alega que o Freixo tem ao seu redor o Partido dos Trabalhadores que, segundo ele, fez parte da corrupção na Petrobras, sendo que ele esquece que fez parte desse mesmo governo como Ministro da Pesca, inclusive é acusado de dar cargos públicos a membros da sua igreja, a Universal do Reino de Deus. Não só fez parte do Ministério do Partido dos Trabalhadores, como também apoiou o PMDB do Rio de Janeiro até decretado o estado de calamidade que vivemos hoje, por conta do mesmo.

Marcelo Crivella apoiando Pezão em sua candidatura

A IURD é conhecida pela comercialização da fé, e o dono da mesma é Edir Macedo, tio de Marcelo Crivella. Nada é natural. A TV Record cancelou o debate que haveria entre o sobrinho de Edir Macedo e Marcelo Freixo, alegando estar isenta do debate.

Quem não vai ao debate público, não quer que a população participe do processo de construção da cidade, quer que seus aliados construam o mesmo. O teto de Crivella é de vidro, ele e sua cúpula sabem que não conseguirão sustentar o debate direto contra Marcelo Freixo, pois o segundo tem reais propostas de mudanças na cidade, já o primeiro apenas propõe fazer mais do mesmo: diminuir o Estado e aumentar o mercado, traduzindo, fazer a manutenção das ligações do Rio de Janeiro com as empresas de transporte em ônibus, com as empreiteiras, dentre outras. O Rio que queremos é bem diferente desse que Marcelo Crivella propõe junto a seus aliados, o Rio que queremos é a que possua uma Prefeitura que dialogue com os cidadãos, que se preocupe com a qualidade dos serviços públicos e que crie condições básicas de moradia e vivência.


  • Gostou da publicação? Clique no coração para ajudar na divulgação!
  • Boas conservas sempre são bem-vindas, deixe seu comentário!
  • Quer mais informações? Estamos no Facebook (clique).