
Desaguar.
Não há nada que eu mais queira nesse momento do que desaguar. Quero ser levado pela correnteza para longe daqui e sumir por entre as quedas d’água e cachoeiras.
Me inflei de pensamentos ruins e absorvi o que não deveria, eu e meus péssimos hábitos somos muito teimosos, nunca nos entendemos mas estamos sempre lado a lado.
Nas horas mais sombrias escuto a nebulosidade das vozes dentro de mim, quando não fingo ser quem realmente sou ou quando não me encaixo de propósito em pequenos padrões, um grão de areia passa a pesar toneladas sobre meus ombros.
Eu tento não me importar, mas não consigo.
Empenho-me em não escutar as vozes, contudo falho.
Busco seguir minhas pegadas no chão rumo ao que eu era, mas o mesmo não existe mais, estou preso dentro de um labirinto que criei com a ajuda dos outros.
Por fim, declaro que sucumbi sem resistências.
Vago então pelas corredeiras e baixios dos meus pensamentos, sinto-me incapaz de afundar e, paralelamente, inapto a sair dessa situação… pulei de cabeça no riacho fugindo dos outros, mas agora deparo-me fugindo de mim mesmo.
A armadilha perfeita.
A autossabotagem com todas as letras.
Por que tantos olhares maliciosos?
Por que eles me afetam assim?
Por que eu me importo?
Onde vou parar?
Para onde estou indo? Não faço a mínima ideia, todavia espero que seja um lugar onde eu possa (em minha totalidade) desaguar.
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