Dizer-te

Ilustração por Camille Le Saulnier

Se por ventura meus lábios dizerem a dor,

A dor de sentir que a ameaça me espreita e não tarda,

Doce ameaça, que de lábios fartos e olhos largos nem sabe que me amedrontara.

Caso revelado, supõe-se que teu caminho fique turvo e por obrigação ou impulso você os corte,

Mas de mim, não quero que o tolhas, quero que o percorra e explore até a última pedra de sua trilha,

Então, portanto, que eu não te digas e de minha labuta tu te livras.

Onde minhas cismas começam, que nesse ponto permaneçam.

Teu coração merece a vida e que tudo dela seja vivida.


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