
Eu fui embora
Naquela tarde de outono.
Eu queria voltar, queria ter lhe dito que estava brincando, que era mentira e que nos veríamos de novo no dia seguinte.
Mas não fiz assim.
Pela primeira vez decidi seguir minha cabeça, e não meu coração.
Por mais que cada músculo do meu corpo implorasse para que eu virasse na esquina que dava pra sua casa.
Por mais que as batidas em meu peito ficassem mais dolorosas a medida que eu me afastasse de você.
Eu não voltei.
Você mais do que ninguém, sabe que meu amor era sincero. Ainda é.
Eu não vou retirar nada do que lhe disse, porque ainda são palavras verdadeiras. Elas ainda flutuam em nossos pensamentos. Elas ainda permanecerão vivas depois que eu me for desse mundo.
Eu te agradeço pela alegria que me causou, as risadas que me doou, pelo amor que me concedeu.
Eu me sentia a mulher mais linda do mundo ao seu lado. Me pego pensando se contigo também era assim, do fundo do meu coração eu espero que sim.
Mas a vida, ela escreve os papéis, o destino dirige a peça, e nós vamos atuando de acordo com a maré. E os ventos me levaram pra longe de ti.
Tive que velejar para outros mares.
Tive que atracar em outro porto.
E mesmo tão longe, não consigo evitar o meu sorriso quando penso em você.
Eu ainda te amo, velho amigo.
Fiz um belo capítulo na sua história.
Mas eu tive que ir embora.
Palavras inspiradas pelo texto maravilhoso “Quando bate aquela saudade” do reflexividades.
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