Matamos
Matamos porque roubamos, porque reagiram, porque não reagiram
Matamos porque eles não tinham.
Matamos porque torcemos
Matamos porque eles torcem
Matamos porque não torcemos pelos mesmos
Matamos porque brigamos.
Matamos porque policiamos, servimos e protegemos
Porque governamos, temos poder e corrompemos.
Matamos porque cremos e eles creem
Matamos porque eles não creem ou creem diferente de nós.
Matamos porque discutimos e passamos do ponto
Porque dirigimos e não levamos desaforo pra casa.
Matamos porque odiamos
E às vezes até porque amamos.
Matamos enquanto trabalhamos ou estudamos
Matamos enquanto nos divertimos, bebemos e nos drogamos.
Matamos porque negligenciamos.
Matamos porque queremos, porque podemos e não pensamos.
Mais ainda porque não somos humanos.
Matamos porque… Matamos por quê? Matamos por quem?
Matamos até quando?
Poema escolhido para a Antologia de poesia brasileira contemporânea, da Editora Chiado.
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