O único momento em que o tempo sobrepõe o amor é no nascimento

Foto: Aryanne Audrey

Esse mundo de tempos acelerados, ponteiros, pontos eletrônicos, bons dias não respondidos, carros fechados, caras fechadas, tapetes de linho, ternos no calor de 40 graus, o mundo do amanhã, do desenvolvimento, do sucesso pessoal, da rasura; esse mundo adoece.

Eu sou do tempo das nuvens, da fundura-dentro. Acredito em milagres e em benzedeiras, na terra, no saber tradicional, no sentimento, nas mãos dadas, na luta contra a rasidão do ego, eu acredito na presença.

Até ontem, alguma coisa me dizia que o tempo seria capaz de mostrar toda a imensidão dessa areia que nos arranha por dentro. Mas não é o tempo que é capaz. Nós somos capazes. Existe uma única cisão na fresta do infinito, e é ela que permite que se nasça amor.

O único momento em que o tempo sobrepõe o amor é no nascimento.

Não há temporalidade, destino, o que quer que seja definido. Há liberdade. E todas as nossas escolhas partem dela.

O amor é um existir e está além do tempo.

Depois de nascido, se é a própria vida e o próprio amor, manifestado na carne, se assim você quiser seguir. As provações são muitas e os perdões são poucos, pra continuar sendo amor em um mundo que pede - diariamente - que sejamos hostis.


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