Olhos fechados

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A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes nos breves instantes em que fechamos os olhos — O Vendedor de Passados

Não há fórmulas prontas para viver, tampouco para ser feliz. Construção e decisão diária de cada um, a felicidade não é questão exata da soma de variáveis, é matéria humana de cessão irrestrita à vida.

Nunca estivemos tão perdidos, mas talvez porque nunca tenhamos procurado com tanto afinco nos encontrar. Um labirinto só nos parece confuso se o desafiamos escapar. Quando o aceitamos e fazemos raízes de pteridófitas para se fundir aos seus muros, não é mais domínio do medo, é base de lar.

Os manuais existem para explicar aquilo que não sabemos. Ensinamos o que precisamos aprender, aceitamos o caos criando o métodos. A negação de uma natureza doméstica, um eterno exercício de refreio do selvagem.

Se a felicidade é entrega, como pode ela ser escolha. Se o incerto é o que abarcamos, como lidar com a certeza de dias ruins. Ser responsável e consciente de sua vida, para então se render a ela.

Fechar o olhos, para então enxergar.


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