Que a Força esteja contra a burocracia!

Supremo Tribunal Federal e seus respectivos ministros e ministra

Desde que a operação Lava Jato ganhou força — a única notícia que pode ser publicada segundo a mídia brasileira — , vemos um judiciário acima do bem e do mal, de modo particular, nossa Suprema Corte. Com os nossos dois poderes gangrenados pela pela corrupção, o terceiro pode ser considerado como a chave da construção do Brasil de amanhã.

Nesta semana o Ministro Barroso propôs a seus colegas restringir o foro privilegiado, diante do caso prefeito de Cabo Frio, Marquinhos Mendes (PMDB-RJ), acusado da compra de votos em 2008, e, que posteriormente assumiu como Deputado Federal — essa condição levou o caso ao STF, Tribunal onde Deputados Federais e Senadores têm foro. Aproveitando a oportunidade, o relator da Lava Jato, Ministro Edson Fachin, opinou a favor da proposta, pois, segundo ele, o foro fere os princípios republicanos, fundamentos da nossa estrutura constitucional.

Se aprovada, a medida viria em boa hora, e de certo modo, um pouco tarde. O “jeitinho brasileiro”, nossa moral de desprezo ao trabalho, entre outros, são fatores que diariamente atrasam o progresso individual e nacional sim. No entanto, o que mais nos atrasa é a burocracia que acaricia os poderosos e muitas vezes atrasa e até priva a população como um todo de seus direitos.

O STF que esse ano se mostrou indiferente a muitas vontades e desejos nacionais para fazer politicagem, dá uma nova força a Lava Jato, cujo julgamento e punição dos culpados é um direito da sociedade e um dever jurado pelos magistrados.

Desafogar o STF é uma medida que abre espaços para outras questões que permeiam a vida social. O judiciário precisa se oxigenar. O brasileiro precisa de um Estado inteligente, dos nossos três poderes com raciocínio apurado e sensibilidade ativa.

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