Retrospectiva 2018 da Subjetiva

Por Lucas Machado, editor-chefe da revista

Antes de começar, queria agradecer a todos que nos leem diariamente, pois sem vocês não teríamos alcançado metas incríveis. No início do ano, nós havíamos recém chegado nos 5 mil seguidores aqui na plataforma, pensávamos que a partir daí a trajetória dos 10 mil seria mais fácil. Engano nosso.

O Medium mudou muito, que chegou no ano antes de 2017 dificilmente irá reconhece-lo. Além da mudança visual, a página inicial também mudou, dificultando o contato com nossos leitores (clique aqui para saber como facilitá-lo). Apesar das dificuldades da plataforma, nós tínhamos (temos) escritores apaixonados pelo que fazem, ótimas ideias e um sonho: sermos lidos por mais e mais pessoas.

Quem me conhece sabe que sou pessimista com tudo na vida, menos com os projetos que faço parte. A nossa primeira investida foi no Instagram, rede social que ganhou um protagonismo no ano de 2018, onde vimos seu crescimento principalmente com a ascensão dos stories. A Mayra Chomski, editora da revista, ficou responsável pelo nosso perfil e conseguiu fazer com que alcançássemos a marca de 8 mil seguidores, mas, além de números, o nosso conteúdo é original em todos os sentidos.

Depois, vieram as séries originais, algo que sempre buscamos incentivar em nossa redação. A primeira delas, que hoje é a de maior sucesso, se chama contos “Eu já amei muita gente”, da artista e escritora Bia Quadros. Relatando suas experiências pessoais, contando com uma ilustração autoral e uma escrita leve, que se conecta com o leitor, a Bia conseguiu criar uma comunidade em volta dos seus textos. A segunda série de sucesso foi a de FRIENDS, do escritor Bruno Tavares, onde ele, com seu grande conhecimento sobre cinema e TV, analisou os principais aspectos do Sitcom mais famoso da televisão. A terceira série foi a “Seitas Abusivas”, da autora Daniele Cavalcante, onde a mesma reuniu um material incrível sobre seitas e suas práticas sociais. Seus artigos foram tão incríveis e tiveram uma repercussão tão grande que eles estarão em material didático de uma grande editora do ramo educacional. A quarta série foi a “Lute como uma garota”, da nossa editora e autora Mayra Chomski, que através do livro com o mesmo título trouxe importantes personalidades do movimento feminista tanto no Brasil quanto fora dele. A quinta é a série de Regiane Folter, “Idéias, Desenhos e Caraminholas”, onde a autora aborda um tema com textos e tirinhas de sua autoria. Um diferencial aqui na plataforma que deve ser valorizado! A sexta série que deve ser mencionada é a de Yann Rodrigues, sobre a série Black Mirror. Quem conhece o autor sabe da sua gigantesca capacidade de analisar e interpretar narrativas, então, quem leu, sabe da qualidade dos artigos que saíram da série.

Um dos objetivos desse ano foi estar presente em grandes eventos da literatura nacional. Através da Thaís Campolina, fizemos uma cobertura digital da FLIP. Através da Carol Vidal, participamos pessoalmente da FLIPelô, a feira de literatura do pelourinho. Através do Leandro Marçal, participamos mais uma vez da Bienal, dessa vez a edição de São Paulo.

E, é claro, como não poderia ser diferente, mobilizamos nossa redação para falar sobre temas relevantes do ano, começando com o 8 de março, continuando com “Gênero e Sexualidade nas Escolas” e terminando com as eleições presidenciais de 2018. Esta última, inclusive, contou com mais de 30 textos, um recorde memorável!

Ainda sobre as eleições deste ano, nos manifestamos e aderimos a campanha #EleNão. Alguns leitores desavisados, questionaram nosso posicionamento, dizendo que gostavam de nós quando não nos posicionávamos. Bom, à estes, apenas uma frase: vocês nunca nos leram. A Subjetiva nasceu, inclusive, com artigos meus (Lucas Machado) aderindo a campanha #ForaTemer.

Outra grande conquista que deve ser valorizada foi a nossa parceria com algumas grandes editoras do mercado editorial, sendo elas, principalmente, a Editora Fundamento, Editora Valentina e Grupo Editorial Pensamento.

Não conquistamos apenas parcerias com editoras, mas também com assessorias de produções cinematográficas, que nos permitiram trazer críticas de cinema, através da nossa autora Andressa Faria de Almeida, antecipadamente!

Ainda sobre nossas conquistas internas, devemos mencionar o sucesso de nossos projetos de valorização do autor. O primeiro deles, e o que eu mais gosto, é o “Vozes da Subjetiva”, que consiste basicamente em uma entrevista com quem escreve com a gente. Este ano tivemos o prazer de entrevistar o Danilo H., a Carol Btr e a Ana Paula Risson. Três autores incríveis que tive o prazer de conhecer ainda mais!

O segundo projeto foi a nossa querida revista digital, que voltou com tudo após entrada da nossa editora e autora Mayra Chomski como responsável pela diagramação e pelas artes, trazendo agora trimestralmente uma edição incrível para vocês!

Quanto a acessibilidade, produzimos a série “Textos Narrados”, onde nossos escritores leram seus próprios textos (alguns eu mesmo tive o prazer de ler). Esse foi, diria eu, nosso avanço mais importante! A acessibilidade sempre foi nossa preocupação e é muito legal que tenhamos encontrado uma solução simples, mas que faz toda a diferença.

Por fim, alcançamos os 10 mil seguidores em nosso segundo ano e nos tornamos a segunda maior publicação colaborativa do Medium Brasil. Falando sobre nosso segundo ano consecutivo aqui, com a correria das eleições acabamos esquecendo de comemorar essa data tão importante. Então, para comemorar os dois anos de revista e também nossas metas alcançadas, vocês ficarão agora com o depoimento de nossos autores sobre sua experiência conosco. Mais uma vez, muito obrigado por nos acompanhar e fazer com que esse projeto continue existindo!

“A Revista Subjetiva me oportunizou um espaço para escrever temas e registrar reflexões. Sinto muita gratidão aos editores da Revista Subjetiva que acreditaram no meu trabalho e oportunizaram este espaço. Escrever sempre será um ato revolucionário, no sentido poético e literal da palavra. Parabéns aos colegas editores e a todos que dedicam uma parcela de seu tempo para transmitir uma mensagem e provocar reflexões.” — Ana Paula Risson

“Colaborar com a Revista Subjetiva sempre foi um misto de emoções. Logo no começo, cada texto me fazia enfrentar o terror da página em branco. Quando essa fobia pareceu superada, surgiu a noção social de que, por meio da cultura pop, assunto principal das minhas postagens, eu também poderia falar sobre temas mais sérios como eleições, política e relações humanas. Isso bugou minha cabeça e meus pensamentos entraram em ebulição quando notei o amplo mar de assuntos que poderia abordar. Enquanto velejo por esse oceano de palavras, sigo com um sorriso no rosto por saber que faço parte de uma publicação plural, que dá voz e lugar de fala àqueles que precisam e que, acima de tudo, não busca achar UMA verdade, mas sim reconhecer as múltiplas realidades que cada um carrega dentro de si.” — Bruno Tavares

“No ano passado, dois textos meus estiveram na lista dos 50 mais aplaudidos do Medium. Neste ano, um dos meus textos está entre os dez mais. E foi na Subjetiva que alcancei esse espaço. Hoje, sei que tenho leitores fiéis, gente que está sempre aplaudindo e comentando. E, muitos deles, chegaram por meio da revista. Foi um espaço essencial para eu chegar mais longe e também para conhecer outros escritores que me inspiram e trazem novos olhares sobre o cotidiano. Eu encontro aqui um universo de apoio e inspiração.” — Carol Btr

“Há quase dois anos, a Revista Subjetiva é uma das minhas principais frentes de leitura e escrita. Como leitor, ter acesso à diversidade proporcionada pelo time da revista é uma oportunidade riquíssima. Para quem valoriza o pensamento crítico, a diversidade e a qualidade literária, a Revista Subjetiva é o lugar certo. Se você gosta de ler, com certeza vai encontrar alguns textos ou grupos de textos que te agradam na revista, dada a variedade de assuntos, gêneros e vivências compartilhadas pelos colaboradores e colunistas. Como escritor, tenho experimentado algo que nunca me fora oferecido: o desafio. A poesia que eu escrevia há dois anos sofreu alterações profundas, em parte por conta do nível de engajamento social e de consciência histórica a que tenho acesso no contato com o time. Além disso, já escrevi diversos textos em prosa (ensaios, artigos, crônicas) para a Subjetiva. Isso significa que a revista foi capaz de me tirar da zona de conforto (textos em versos). O desenvolvimento pessoal que isso tem me proporcionado é imensurável. Por tudo isso, tenho o maior orgulho em dizer que faço parte desse #DreamTeam.” — Guilherme Aniceto

“A experiência humana sem troca é como passar a vida sem dar a mão pra alguém: não tem graça. E a graça é justamente quem incorpora a experiência. De fazer rir, de fazer chorar, de fazer pular, de se sentir abraçado e de se encontrar no outro, em si mesmo ou em algum lugar. Escrever na revista me fez perceber o eu que existe em tantos outros e o reflexo deles em mim. Não é só sobre identificação e sim, sobre aprender todo dia o novo e diferente que nasce nos meus textos e no que eu leio por aqui. Assim eu me fiz maior e cresci junto com toda essa gente e essa dança de palavras infinita, que eu espero que dure tanto quanto a eternidade. Aqui é o nosso lugar.” — Julia Caramés

“Minha experiência na subjetiva veio após eu ter sido rejeitada no processo seletivo de uma revista que já não mais existe. Me senti acolhida e senti que era o lugar certo para que eu pudesse me expressar livremente da melhor forma. Conheci pessoas incríveis neste tempo, e tenho muito carinho e admiração pelos nossos editores Lucas e May que sempre optam pela liberdade do escritor. Sinto que crescemos a cada dia, e que a Subjetiva se tornou um espaço de importante debate sobre questões sociais brasileiras.” — Kenia Mattos

“Através da Subjetiva eu pude perceber que haviam muito mais estranhos assim como eu espalhados pelo Brasil. Pessoas que, através da sensibilidade na escrita, têm o poder de impactar, mudar o nosso dia, apresentar novas perspectivas e visões de mundo. Fazer parte deste grupo tem sido uma das melhores experiências da minha vida, uma oportunidade de ouro. Sinto que, ao escrever a minha própria história, eu estou ajudando àqueles que não podem falar por si mesmos. Um sentimento único de finalmente estar sendo ouvido por quem realmente me entende. Meu muito obrigado aos editores Lucas e Mayra, aos outros colunistas pelo lindo trabalho realizado e aos leitores por me inspirarem e incentivarem a continuar trilhando o caminho da escrita. Vocês significam muito para mim.” —Leo Oliveira

“Há alguns meses comecei a publicar histórias com a Subjetiva e nesse período sinto que aprendi muito com a revista e com as pessoas talentosas que fazem ela ser realidade. Cresci como escritora e a cada novo post publicado sinto que me torno uma autora melhor, transformo minha escrita, aprendo algo novo, enfim, gero mais confiança em mim mesma. Espero continuar nesse projeto por muito tempo mais, escrevendo, desenhando, lendo e compartilhando pontos de vista diversos!” — Regiane Folter

“A minha experiencia na Subjetiva foi a melhor possível, nela eu sempre tive apoio e espaço para publicar o que a minha criatividade mandasse,
foi nela que arrisquei escrever os meus primeiros textos sobre minha experiencia como mãe de uma criança autista, graças ao incentivos do Lucas e da Mayra que sempre apoiaram todos os projetos que surgissem. Cresci junto com eles e agora vendo o sucesso da revista eu só posso sentir orgulho e ser grata por ter tido a chance de fazer parte dessa equipe. Obrigada Subjetiva.” 
— Sirena M.

“A Subjetiva mudou minha forma de usar o Medium. É um espaço em que eu posso escrever sobre tudo, ler sobre tudo, encontrar de tudo. Escrever por escrever é bom, mas escrever com oportunidade de feedback e interação, é melhor ainda! São dois anos de uma junção de cultura, informação, política e experiências pessoais que agregam muito no meu crescimento. Afinal, o crescimento é mesmo subjetivo.” — Vitória Castilho Cohene

“A Subjetiva me apresentou a um grupo de escritores que me ensina todos os dias, que é extremamente plural (nos interesses, nas opiniões e nas origens) e que me incentiva a perder a vergonha de colocar os sentimentos em palavras. Mudou a minha relação com a escrita e com o mundo.” — Yasmin Narcizo