Ser Introvertido

A introversão não é uma doença, nunca foi e nunca será.

Fonte: Stock Photos

Ser introvertido é saber lidar com certos esteriótipos como frio, egoísta, antissocial, arrogante, fresco, e muitos outros. É tentar, muitas vezes, se inserir socialmente através de uma espécie de máscara, para ser aceito pela maioria das pessoas, mas o resultado disso pode ser catastrófico.

Na escola onde estudei o ginásio, por exemplo, ser extrovertido era uma das maiores “qualidades” que alguém poderia ter. Quando alguém ganhava um elogio do tipo: “Nossa, você é bem extrovertido! Gostei de você”, daí logicamente essa pessoa tinha mais amigos, era a mais popular, etc. Grande parte dos introvertidos têm ainda que lidar com o bullying durante essa fase da vida, e falando por mim, não é nada fácil. Quando chegam na faculdade então as coisas se complicam ainda mais, por que você é colocado em uma situação onde deve decidir entre forçar a barra para conseguir amigos (iniciar uma conversa, por exemplo, o que é muito difícil) ou ficar isolado em um canto para sempre. A primeira opção é a mais arriscada, pois exige uma mudança de comportamento, ou seja, mostrar que é extrovertido sem ser causa um grande desgaste emocional e até mesmo físico. A ansiedade começa a tomar conta, e caso a pessoa não retorne ao seu estado natural, isso pode acarretar em sérias consequências. Logo, a segunda opção acaba sendo a mais viável para um introvertido, porém, o isolamento prolongado também pode afetar a saúde mental.

O que podemos concluir com isso então? Primeiro, a maioria dos introvertidos são pessoas super alegres, amigáveis e querem sim ajudar todo mundo. Mas os esteriótipos já citados anteriormente às vezes dificulta uma primeira aproximação, e esse é um processo que requer atenção e muita compreensão por parte dos outros.

Nem todos os introvertidos são tímidos, muito pelo contrário, uma vez que eles se sentem confortáveis em um determinado ambiente, eles podem conversar sobre qualquer assunto, contar piadas, gargalhar, cantar, dançar, enfim, coisas de “gente normal”. Momentos de solitude são essenciais, pois é dessa forma que eles produzem mais. É necessário entender que nem todo mundo funciona da mesma maneira, alguns requerem mais tempo para se mostrarem do que outros, e no caso dos introvertidos, a forma como eles enxergam as coisas muitas vezes não é compreendida por quem está à volta deles, mais um motivo para que se sintam solitários às vezes. Mas a introversão não é uma doença, nunca foi e nunca será. Ela faz parte da personalidade do indivíduo, e entender como ela funciona, quais os diferentes mecanismos que o introvertido utiliza para se relacionar com as pessoas é o primeiro passo para a construção de uma sociedade mais receptiva.


Recomendo a leitura do livro “O Poder dos Quietos: Como os Tímidos e Introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar”, da Susan Cain, um dos melhores guias para os introvertidos e, por que não, para os extrovertidos também (afinal, não esqueçamos dos ambivertidos, que possuem características típicas dos dois grupos.)


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