Sobre fazer suposições

Suponho que você supõe demais

Fonte || Internet

Estamos constantemente supondo algo sobre alguém, mesmo sem querer. É como se a ideia de ter uma “definição” para cada pessoa fosse mandatória, e a partir desse viés a nossa percepção começa a ser desenhada. Começamos a assumir coisas que talvez estejam longe de ser verdade, mas de certa forma preferimos nos apoiar em nossas próprias convicções baseadas naquilo que notamos. “Suponho que ele seja isso”, “suponho que ele seja aquilo, “suponho que ela gosta de mim”, “suponho que ela já esteja namorando”, “suponho que ela me odeia”, e por aí vai. Subitamente, essas suposições vão se tornando verdades absolutas dentro da gente, e quanto mais afirmamos para nós mesmos o que “achamos” do outro, mais nos distanciamos da verdade.

Quando se trata de relacionamentos então, as coisas se complicam ainda mais. A falta de confiança e a insegurança levam muitas pessoas a projetarem cenários negativos, onde ela está sempre em desvantagem, nunca é boa o suficiente ou não atende as expectativas dos outros.

“Amizade é complicada.” — Hannah Baker em “13 Reasons Why”.

Assumir algo como verdadeiro sem ter provas suficientes pode trazer consequências muito sérias, destrói até a mais saudável das relações.

Quantas vezes nos encontramos em situações parecidas? Quantas vezes deixamos de conversar com uma pessoa por conta de uma ideia errônea que temos sobre ela? Quantas vezes perdemos a chance de conhecer alguém especial, que estava bem na nossa frente mas o preconceito nos afastou dela?

O que está exposto na Internet muitas vezes não acompanha a realidade, isso não é nenhuma novidade. Então por que muita gente ainda sente a necessidade de “stalkear” alguém através das redes sociais antes de chegar para essa pessoa e falar “oi, tudo bem?”? Isso ajuda ou atrapalha? Não estamos perdendo a chance de construir um diálogo mais sincero, saudável e humano?

“Quem vê cara não vê coração”, “não julgue um livro pela capa”, já diziam os mais velhos. Porém os mais novos estão mais ligados na cara do que no coração ou comprando um livro por que a capa é bonita. Estamos supondo mais do que nunca, mas devemos sempre nos lembrar suposições têm limites, e não somos donos da verdade. A primeira impressão é mesmo suficiente? Será que podemos voltar um pouco atrás e conhecer o outro verdadeiramente? Será que ainda somos capazes de chegar e falar cara a cara, “oi, tudo bem?”? Acredito que sim. Perguntar é melhor que supor. E mesmo que a resposta não seja sincera, bem, pelo menos você fez a sua parte, que é o mais importante.


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