Tenham mãos, e não me toquem

Assim começa a escrevivência:

Hoje, dia 25 de Julho, dia da mulher latino americana e caribenha.
Devem estar se perguntando: Porque a foto de um homem? 
Neste filme da foto, este homem segurando o diamante foi separado de sua família preta. 
Em outro filme, Amistad, é ainda pior. Tem que ter estômago.

Estômago. Família. Útero. Lama. Diamante. Porrada. Tiro. Lugar de fala. Tiro
Tapa
Murro
Chute
Apertão
Tiro
As mulheres negras estão morrendo, e o máximo que o “feminismo” faz é ceder o famoso “lugar de fala”. Nós, mulheres negras, não precisamos de espaço. NÓS SOMOS O ESPAÇO.

Nossa história vai além de dinheiros gastos em xérox de Florestan Fernandes e Gilberto Freyre explicando como fomos “docilmente” estupradas por senhores de engenho e seus filhos, vai além de mucamas nos chamando de “audaciosas” (SALVE A.C), vai muito mais além da mãe ajoelhada no pé do traficante pedindo pra que não levem seu filho, vai muito mais além que a famosa camisa “favela” que custa mais que uma cesta básica.

Já tomaram banho de mar hoje? 
A água tava salgada?

Não era a areia que salgava ou ardia os olhos.

O mar foi temperado com as lágrimas de mulheres pretas. Ainda pulsamos, em cada gota de mar, em cada gota de sangue. 
Protegidas com as roupas e as armas de Jorge, mais um dia, mais um dia viva.


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