Acervo Bodisatva | A mente livre e o mito do eu

Dzogchen Ponlop Rinpoche fala sobre a verdadeira natureza da mente e a construção ilusória do eu

Ilustração de capa do Buda Rebelde, de Dzogchen Ponlop Rinpoche, composta por ícones da cultura moderna que formam a silhueta de um Buda. Imagem cedida por Vítor Barreto.

Quando Buda ensinou sobre essa natureza impermanente e composta (ou agrupada) da mente relativa, ele o fez com o objetivo de apresentar a seus discípulos a natureza última da mente: a consciência imutável, pura e não fabricada. Aqui, o budismo se separa radicalmente de conceitos teológicos, como pecado original, que veem a humanidade como espiritualmente maculada por alguma violação herdada da lei divina.

A visão budista afirma que a natureza de todos os seres é primordialmente pura e plena de qualidades positivas. Quando acordamos o suficiente ao ponto de ver além de nossa confusão, percebemos que mesmo os nossos pensamentos e emoções problemáticos são, no fundo, parte dessa consciência pura.

Reconhecer isso nos leva naturalmente a uma experiência de relaxamento, alegria e humor. Já que tudo o que vivenciamos no nível relativo é ilusório, não precisamos levar nada tão a sério. Do ponto de vista do estado último, é como um sonho lúcido, a vívida brincadeira da própria mente. Quando estamos despertos em meio a um sonho, não levamos nada do que ocorre no sonho muito a sério.

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Este trecho faz parte do terceiro dos 15 capítulos do livro Buda rebelde: na rota da liberdade, de Dzogchen Ponlop Rinpoche, publicado pela editora Lúcida Letra. O livro está disponível em versão impressa e também para Kindle.

Selecionado por Gustavo Gitti, o trecho foi publicado no site da Bodisatva em 24 de outubro de 2014 e revisitado em 2017.