Lua artificial para iluminação pública

Newton Miranda
Nov 1 · 2 min read

A China está fabricando uma Lua artificial que será lançada ao espaço daqui a 2 anos para substituir a iluminação de rua. A fase de testes já começou, e se os resultados forem positivos, mais 3 satélites podem ser lançados até 2022.

A cidade chinesa Chengdu, a quinta mais populosa da China, que abriga mais de 10 milhões de pessoas e enfrenta problemas com a demanda de energia para iluminação pública, decidiu enviar para o espaço um satélite artificial capaz de produzir um brilho oito vezes superior ao da Lua original.

A falsa Lua poderá iluminar uma área de 10 até 80 quilômetros de diâmetro, com luminosidade ajustável conforme a necessidade.

O Instituto de Pesquisa em Sistemas Microeletrônicos de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CASC) do local, um dos principais colaboradores do programa espacial chinês, explica que a tecnologia embarcada permitirá regular a gama de luz com precisão de poucas dezenas de metros.

O dispositivo ficará a uma distância de 500 quilômetros da Terra, muito mais próximo do que os 384.400 quilômetros que separam nosso planeta do seu satélite natural.

Projetado para complementar a luz da Lua, poderá também proporcionar mais luz em regiões afetadas por desastres naturais ou apagões, facilitando tarefas de busca e resgate.

As pessoas não verão mais de uma Lua! O novo satélite, na distância em que ficará da Terra quando estiver em operação, se parecerá mais com uma estrela brilhante do que com uma Lua gigante.

Depois da segunda grande guerra, em uma conferência científica na Inglaterra em 1953, foram apresentados planos de um satélite pelo Dr. Fred Singer. No verão de 1954 o Dr. Wernher von Braun apresentou um plano para o lançamento de um satélite. Mas o primeiro satélite lançado ao espaço e a ficar em órbita em torno da Terra foi o satélite russo Sputnik I lançado em 4 de outubro de 1957.

A ideia da Lua artificial para iluminação não é nova. Um artista francês, uma vez, imaginou pendurar um colar de espelhos sobre a Terra para refletir a luz do Sol em Paris durante o ano todo.

Existem projetos parecidos, em menor escala, desenvolvidos em outros lugares do mundo, como em Rijukan, pequeno povoado norueguês encravado no fundo de um estreito vale conhecido como aldeia das sombras, que passava seis meses do ano na mais completa escuridão. Desde 2013, eles iluminam as ruas com raios de Sol a partir de espelhos instalados no alto das montanhas.

É verdade que a Lua falsa chinesa é um projeto mais bem elaborado, mas ainda há detalhes tecnológicos a serem discutidos, e questões como quais serão os efeitos sobre a fauna e a flora local adaptados a passar as noites no escuro, ou a falta de luz nos dias em que o céu estiver nublado.

Resenha

Revista colaborativa para compartilhar conhecimento, opiniões e notícias.

Newton Miranda

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Engenheiro, empresário e consultor. Colunista de “Ciência, tecnologia e sociedade” do Jornal Tribuna de Sete Lagoas/MG desde 2016

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