Bohemian Rhapsody, 2018

Rami Malek e seu Freddie Mercury fazendo um espetáculo

Como uma das maiores bandas da história da música trilhou seu caminho e como o dono de uma voz inconfundível deixou sua marca, isso foi o que Bohamian Rhapsody nos transmitiu durante o decorrer de duas horas e quinze. Coloque seu fone de ouvido, dê play na sua playlist do Queen e acompanhe nossa crítica sobre o filme.

Sinopse

Uma celebração sobre a vida de Freddie Marcury e da banda Queen, Bohemian Rhapsody conta um pouco da vida do cantor e de seus altos e baixos. Como aconteceu a criação das principais faixas, como a banda lidava com problemas internos e principalmente, como aconteceu o sucesso meteórico da banda também foram pontos exaltados na trama.

Crítica

Como uma música, o cinema precisa que todos os integrantes façam seu trabalho para que o resultado seja bom. Um baterista não pode tocar fora do ritmo, um guitarrista muito menos e se o cantor desafinar as coisas começam a desandar, mas com a banda em questão, pelo menos na parte musical, eles não tinham esse problema. Já o filme que os retrata não consegue ter a harmonia que a banda tinha e finda por não estar à altura do que os representados eram.

Como um todo, o filme consegue cumprir seu propósito e entregar para o fã da banda o que ele sabe, mas é justamente o problema do filme. O roteiro não apresenta nada mais do que o fã da banda não conheça, não se aprofunda em seus personagens e quando faz tal coisa, acaba por fazer superficialmente. Nenhum dos problemas da banda são realmente resolvidos, nenhum dos personagens tem dificuldades que são realmente difíceis de serem resolvidas, e quando tem eles simplesmente aceitam isso.

Talvez todo esse problema fosse resolvido pelo diretor, entretanto, o diretor também não faz algo mais do que contar a história para o fã. Com tantas oportunidades desperdiçadas para que os atores brilhem dentro do filme, o sentimento que resta para quem vê o longa é que tudo poderia ter sido melhor.

Entre prós e contras, a história contada no longa é boa só que bem simples e a fórmula usada para desenvolver esse enredo é genérica. Como um dos executivos da música disse no filme, á formula existe porque dá certo, e como a banda mesmo responde para essa formula fazendo algo inovador, faltou isso no filme.

Rami Malek está bem como Freddie Mercury, merecendo o total destaque mesmo que seus companheiros estejam bem também, mas se nivelarmos essa categoria ela se torna bem regular. A exemplo da fotografia e efeitos do filme, a direção de artes também é regular, alternando entre altos e baixos.

Com um dos pontos principais e merecedores de destaque está a montagem do filme. Apresentando cenas de shows, de criação das músicas e demostrando a vida dos personagens, a montagem nos permite ficar elétricos quando necessário e não deixa o telespectador cansar no filme.

E se em um filme musical as músicas são de total importância, aqui os produtores só precisavam se preocupar em encontrar o momento certo para encaixá-las. Por ter vários sucessos na carreira, seria um problema colocar todas os singles e poderiam acabar esquecendo alguns, como aconteceu, mas eu acredito que o fã não saiu decepcionado.

Como uma celebração da banda e do cantor principal, Bohemian Rhapsody é um excepcional, agora como um filme biográfico ele não está à altura de quem é representado na telona. Para os fãs de Queen, não é para jogar água no chopp que eu estou aqui e sim para fazer uma crítica sobre o filme no geral, aproveitem que o filme está nos cinemas e curta cada música uma vez mais.

Nota: 7,4