Foto meramente ilustrativa/ fonte: http://zip.net/bnpJHP

Estreitos caminhos gloriosos

Crônica que aborda um contratempo vivido por um aluno do ensino a distância.

Nem sempre era fácil. Além dos meus compromissos pessoais, eu possuía uma rotina de trabalho pouco convencional. Viagens durante toda a semana com passagens de volta apenas nos fins dela. Entre estradas e hotéis, eu precisava arquitetar estratégias para me dedicar aos estudos.

Quarenta quilômetros de distância não faziam do meu polo o pior pesadelo. Com algumas alterações aqui, outras modificações ali, eu conseguia adiar minhas viagens e assistir às aulas presenciais. Mas aí acontece aquele temporal quando você sai de casa sem um guarda-chuva. Imprevistos. São Paulo me aguardava, e no segundo ano do curso, eu fui transferido. A Educação a distância passou a ter, então, o seu maior sentido literal possível: longos 520 km.

Participar das aulas não se tornou mais possível e fazer as provas virou uma batalha. Sufoco passou a ser meu sobrenome. Não me recordo de ter feito, ao final da minha graduação, uma prova em primeira chamada. Aos sábados, dirigia por 6 horas até chegar ao polo, para recuperar o tempo perdido.

Chegava em casa cansado de uma semana estressante, ficava boa parte da madrugada em claro estudando o que não tinha conseguido nos dias anteriores. A luz nascente do sol, poucas horas de sono, e o alvorecer todo na estrada. Ciclo vicioso. Um misto de sentimentos que tomavam conta de mim. Cansaço. Estresse. Ansiedade. Estava a ponto de desistir. Mas do que, afinal, são feitos os sonhos? Perguntava repetidamente a mim mesmo. De súbito, finalmente compreendi: eram feitos de coragem e perseverança. O sucesso é apenas uma consequência do esforço. Uma merecida e honrada consequência.

Escrito por Maria Carolina Moraes e Marianna N. Moreno


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