Por enquanto, tudo bem…

De novo aqui do Planalto. Ainda de férias, faz anos que não tiro um tempo para ficar em BSB, então vai ser bem diferente para mim… nem tanto para vocês.

Nessa segunda não teve RPG, mas estamos aproveitando a ausência de um dos jogadores para adiantar a história de Fighting Fantasy. Estamos jogando a maior campanha de todas, baseada no sistema Sorcery, que introduziu as magias nos jogos de Aventuras Fantásticas. E meu personagem não poderia deixar de ser um mago. Eu passei a semana me preparando para o jogo, revendo a ficha, para derrotar as ameaças que seriam jogadas pra cima de nós. Estamos atrás das serpentes que estão ligadas ao poder do Arquimago de Mampang. Uma das coisas que estive atrás esses dias é um jeito de usar Contingency, um feitiço de 6o nível que te deixa ativar um feitiço de até 5o nível quando uma certa condição se fizer presente. Só consigo pensar em False Life em 5o nível, para recuperar 24+1d4 HPs. O que acham?


Eu fiz uma pesquisa informal outro dia com os frequentadores do D30, entre grupo, Whatsapp, e Facebook. Foram 134 respostas, feitas por mais de 30 pessoas, mas que mostram uma diversidade impressionante. Claro que D&D está na frente, mas se você somar Numenera a Cypher System sai um segundo lugar bastante honroso, fruto dos esforços da Green Peanuts, com certeza. Impressionante também é o catecismo do Alface, que deve ser responsável sozinho pelo tanto de L5R. PS. Alguém ainda joga D&D 4e e Star Wars d6. Sério, olha que coisa colorida:

Mais interessante dai é ver que as pessoas citaram bastante material nacional, e apesar de muito RPG mainstream, diria que há uma preferência pelo alternativo/independente, quase todo mundo citou pelo menos um. Claro que isso é distorcido porque as pessoas mais engajadas na comunidade são exatamente as que mais experimentam outros jogos. Essa classificação entre Alternativo e Indie foi minha e totalmente arbitrária, usando de parâmetro o que eu acho que faz essa diferença na música. Agora, surpresa mesmo é que a maioria dos RPGs são os que estão disponíveis em português, e com a tradução de D&D e L5R vindo por aí, isso seria esmagador mesmo (não sei se as pessoas jogam com o livro em PT-BR, apenas contei com isso para o RPG se ele está disponível aqui).

Nacional x Estrangeiro — Indie x Alternativo x Mainstream — Inglês x Português

Também teve o boteco marcado com a galera do RPG, ótimo momento pra encontrar as pessoas queridas do D30 e agregados. Só gente legal, e com o mote de falar mal de todo mundo que não estava lá. E realmente falamos. Sabe? É que falar mais pela frente magoa as pessoas… pelas costas, não. E foi genial ver a Ana de volta, mesmo que seja só por um mês! Ik hou zo veel van je!


No final de semana teve Rastro de Cthulhu. A aventura prometia muito, o mestre é um cara bem legal, e minha personagem era uma agente da CIA. Jogar significava voltar a jogar Delta Green, o que eu não faço desde os anos 90, talvez… e sempre quis voltar. Mas, Gunshoe não é o sistema para isso. Simplesmente porque na parte investigativa e sobrenatural foi bem legal, mas tivemos de enfrentar vietcongs e nisso era basicamente 50% de chance de se ferrar só, nenhuma emoção, apenas frustração, uma vez que você erre, sua opção é apenas sofrer, e isso num sistema de rolar apenas 1d6, ainda mais para agentes treinados. Vi que o sistema para Delta Green usa algumas regras a mais, talvez tivéssemos de usar, não sei. Ainda assim foi assustador imaginar uma fissura no espaço-tempo através da lente da câmera do homem que descobriu o problema no meio da selva.

Foi também minha primeira experiência completa de jogar uma aventura pelo Discord/Roll20. Funciona, mas vi que as pessoas às vezes sumiam e não participavam. Eu, como falo mais que o homem da cobra quando joga, estava em todas, junto com mais um jogador. No geral, ainda não gosto da experiência. Diria que só é uma opção se a gente não pode se encontrar mesmo. Ainda mais rolar dados pelo computador, para algumas coisas eu sou velho mesmo. Talvez tenha de me acostumar, ainda mais se for morar fora de novo.


Rolou também esse podcast totalmente amoroso sobre os projetos dos amigos em Savage Worlds. O amor que o Gene tem pelo Raklot é contagiante, o Alface é o mais animado contando sobre o mundo dele, com viagens no tempo, e a Mariana, que eu conheço menos, fala de umas coisas tão diferentes que só ouvindo pra você saber do que se trata.

Fiquem bem.