Sarahah: O perigo escondido em redes sociais anônimas

Sarahah se tornou em poucos dias o aplicativo mais baixado na Appstore (Sarahah/Reprodução)

A promessa é bacana: um aplicativo que permite enviar e receber mensagens positivas de forma anônima entre os amigos.
O problema é que a grande maioria dos usuários aproveita a facilidade e o anonimato oferecido por essas ferramentas para propagar o ódio e muitas vezes, a mentira.

Numa época em que todos estão preocupados com o vazamento de nudes, é fácil esquecer do poder das palavras e como isso pode ser utilizado para o mal. Eu perdi a conta do número de pessoas que conheço com algum grau de depressão causada por exposição, ameaças ou chamadas “brincadeiras” de mau gosto online.
Quantos relacionamentos, sejam eles amorosos ou de amizade, foram quebrados por picuinhas criadas em aplicativos como o Sarahah apenas porque alguém queria ver o circo pegar fogo? É mais fácil espalhar a mentira do que a verdade, ainda mais quando você não precisa mostrar seu rosto.

E a confiança? É claro que precisa existir, mas você não pode negar que uma mensagem negativa vai te afetar de alguma forma. E ao meu ver, dez mensagens positivas não compensam as chances de aparecer uma negativa na minha caixa de entrada. Se o remetente tem um rosto, é diferente. Eu não tenho medo da verdade, mas é que ela nunca vem de forma anônima. Pelo contrário: Elogios vem de forma direta. Ninguém, por mais tímido que seja, precisa do anonimato para dizer coisas boas.
Meu trigger dispara toda vez que vejo um novo aplicativo do gênero na moda. Seja o Secret, o Lulu (quem lembra?), o Ask ou agora ou Sarahah. Não vale a pena.

Nós aqui do Rolê Geek, sabemos que o correto é conscientizar todos a usarem esse tipo de coisa para o bem, mas a gente também sabe que quem tá aí fora se escondendo para o mal, dificilmente vai parar com isso. Então a gente alerta. Você não precisa fazer parte do hype, você não precisa ser mais um nas estatísticas. E você é incrível ❤️ Não, não é necessário um app para saber disso.

E se você chegou aqui e é um desses que gosta de promover o caos (sério?): Tenta se colocar no lugar do coleguinha, tá? Sentimento não é brinquedo e maldade não é passatempo. Cyberbullying é crime.

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