Infoxicação: a era do excesso

Conheça o fenômeno que está afetando nosso consumo de informações e saiba como é possível contorná-lo

Com o avanço da tecnologia nos últimos anos, o alcance da Internet e das redes sociais potencializaram o acesso à informação. Conteúdos circulam muito mais rápido e em enorme quantidade. Basta atualizar o seu feed, em qualquer rede social, para obter as principais notícias do dia.

No entanto, as facilidades das novas tecnologias vem provocando um mal estar na sociedade, através de um fenômeno conhecido como “infoxicação”. Este termo — originado da combinação entre as palavras informação e intoxicação — é utilizado para explicar a sensação que as pessoas têm ao não conseguirem processar a quantidade infinita de sinais e informações que recebem todos os dias.

A questão é que ter acesso a uma abundância de informações não é sinônimo de estar bem informado. Afinal, não é nada fácil distinguir o que de fato é relevante, selecionar e analisar tanto conteúdo. Com essa exposição agressiva, os internautas têm dificuldade para se concentrar na leitura de um texto mais longo, por exemplo, e a multitarefa, instigada por smartphones e outros aparatos tecnológicos, acabou tornando o dia a dia ainda mais exaustivo. O efeito disso, a longo prazo, é o processo inverso, de desinformação, com um acesso raso, superficial e limitado ao conhecimento.

Apesar dessa tendência causar certo pânico, é importante lembrar que você tem um papel fundamental diante da infoxicação. Construir um cotidiano mais organizado, ser mais objetivo ao selecionar o conteúdo que lhe interessa e priorizá-lo, pode ser uma prática positiva. Outra solução é fixar ou listar as demandas e assuntos do dia, para gastar em cada atividade a energia necessária, sem se perder nas informações menos relevantes.

Além destes exercícios, outro elemento fundamental para facilitar o processo da busca pelo conhecimento é o design de informação. Conhecido também como “infodesign”, a disciplina trabalha com a organização visual das informações, apresentando os conteúdos de forma mais clara e democrática, facilitando sua absorção.

O profissional que trabalha nessa área tem a tarefa de pensar em filtros para simplificar os processos de comunicação — seja através de gráficos, quadros, esquemas, animações ou interações. Sendo assim, ajuda o usuário a acessar dados complexos de forma simplificada pelo uso de melhores interfaces e melhor organização do conteúdo.

Para saber mais sobre as ferramentas e conceitos fundamentais dessa disciplina indispensável para construir e democratizar conhecimento, confira o curso online Infodesign: a importância do design de informações no mundo contemporâneo, com Esteban Rico, da Universidade de Buenos Aires, produzido em parceria com a Saibalá.

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