Visual Merchandising: a arte de envolver clientes

Entenda como a experiência de compra pode agregar valor a produtos e serviços no ponto de venda

Dentro do mercado varejista, uma profissão em ascensão é a de visual merchandiser. Em uma loja, o VM pensa em tudo: o que vai para as vitrines, o mobiliário, a iluminação, instalações e, principalmente, como disponibilizar os produtos de uma forma atraente.

Sendo assim, o profissional pode utilizar o design, a arquitetura , a decoração e até experiências sensoriais à seu favor para agregar ao produto a personalidade consistente da marca, criando assim a experiência de compra. Para entender mais sobre o conceito e as estratégias de Visual Merchandising, veja abaixo três marcas que propõem interessantes experiências de compra.

Anthropologie

A Anthropologie é uma loja de luxo norte-americana de departamento, criada em 1992. Atualmente, ela tem 200 lojas nos EUA, Canadá e Reino Unido. Entre os produtos vendidos pela grife, estão roupas, acessórios e objetos para casa, dedicadas ao público feminino. Pensando em mulheres contemporâneas e sofisticadas, a Anthropologie cuida dos mínimos detalhes em todas as suas lojas.

Inspirando os clientes através do conforto, os espaços da loja têm um mobiliário que simula uma casa, com estantes e mesas, onde ficam os produtos, intercalados com poltronas, sofás e muitos objetos de decoração. Antes de abrir o espaço, algumas filiais até acendem incensos e velas com aroma, para deixar o momento de imersão ainda mais agradável.

No final do ano, aproveitando o fluxo maior de consumidores na loja, a Anthropologie imagina três perfis de clientes e pesquisa sobre o seu comportamento, estilo e até gosto musical. A ideia é reproduzir nas seções da loja cada uma dessas garotas, misturando a decoração de uma mesa, com produtos que ela se identifica, peças de roupas que têm o seu estilo, objetos decorativos com cores que a interessam e uma música naquele ambiente que a agrada. Mesmo sendo uma marca de luxo, a Anthropologie muitas vezes ganha seus clientes por justificarem o preço do que compraram pela experiência que tiveram na loja.

Farm

Aqui no Brasil, a Farm, marca carioca de roupas, faz sucesso entre as jovens brasileiras e possui uma identidade extremamente forte. Uma sacada de VM que tiveram foi abrir uma flagship — ou loja conceito — em São Paulo, que já seduz pela experiência arquitetônica. O edifício de três andares foi construído na Vila Madalena e traz o lifestyle “verde” da marca, com paredes revestidas com plantas e um sistema de captação e irrigação engenhoso.

Todos os itens da loja intensificam o universo eco-friendly, com itens de decoração que recepcionam os clientes — redes ficam à disposição de quem visitar a loja. A experiência olfativa também ajuda a criar uma atmosfera. A Farm criou um aromatizador de ambiente, que permite que as clientes associem automaticamente o aroma com a marca.

Dover Street Market

A multimarca Dover Street Market é uma propriedade da grife Commes des Garçons, e abriu em 2004, em Londres. Hoje já tem filiais em Beijing, Tóquio e Nova York. A Dover é considerada uma experiência de varejo, não se resumindo somente a uma loja que vende roupas e acessórios. Desde a seleção dos produtos até a decoração, tudo é meticulosamente pensado.

A multimarca convida todos os anos designers para criar instalações artísticas para os espaços onde ficam dispostos os produtos. Duas vezes por ano, a loja é fechada e eles trocam toda a decoração e os displays. A ideia dos donos da Dover é transformar o caos da loja em algo belo — o que funciona muito bem, já que o cliente tem uma imersão no lifestyle artístico da marca.

Quer aprender mais sobre o assunto? Confira o curso online da Saibalá Visual Merchandising: a experiência de compra, no qual Traudi Guida — fundadora da Le Lis Blanc — demonstra, através de um exercício prático, como a experiência de compra pode agregar valor à qualquer produto ou serviço.