Uma bandeira para o planeta Terra

Nós vivemos em um mundo onde o livre mercado e a globalização trouxeram uma quebra de fronteiras jamais vista na história da humanidade. Pouco a pouco velhas brigas, disputas ideológicas e interesses econômicos são deixados de lado para dar espaço a um mundo mais colaborativo florecer.

Todos nós conhecemos o poder da colaboração e talvez a área mais colaborativa do conhecimento humano seja a tecnologia. Iniciativas como o software livre e suas Quarto liberdades permitem que inovações surjam com uma velocidade consideravelmente maior do que observado em outras áreas de conhecimento.

A quebra de fronteira mais significativa da nossa época foi, certamente, a conquista do espaço e a visita que fizemos a lua. O que começou em meio a uma turbulenta disputa ideológica, resultou em um esforço humano sem precedentes para colocar a primeira pessoa na lua. Na época, orgulho nacionalista americano, hoje, um fato histórico que caracteriza a humanidade em sua totalidade. Ironicamente, todas 6 bandeiras dos Estados Unidos fincadas em solo lunar hoje estão completamente brancas devido a exposição à radiação solar.

Os efeitos da colaboração tiveram resultados positivos no campo da ciência, sobre tudo após as idas e vindas do homem a lua. O fato é que a população Norte Americana e o resto do mundo ficaram de saco cheio dessa história. A ciência aproveitou a disputa política para dar um salto grandioso em descobertas e pesquisas científicas, mas depois de tantas idas a lua, o público não estava mais tão impressionado e a União Soviética estava nas suas últimas. Com isso a NASA teve seu orçamento reduzido de ~20B para ~5 Bilhões de dólares com o passar do tempo. Seria uma pena se a administração, ao longo dos anos, não aprendesse a fazer mais com menos. Hoje missões interplanetárias são realizadas com menos recursos e melhor aproveitadas, realizando mais experimentos científicos em uma só tacada. A Estação Espacial Internacional é mantida com tecnologia e recursos financeiros de vários países e assim a humanidade continua explorando suas fronteiras.

Escassez de recursos levam a racionalização e valorização, no mais piegas discurso “você não tem que perder para dar valor, mas dar valor para não perder”. É simples, basta usar a cabeça: Por que explorar o espaço sozinho, arcando com um custo exorbitante se podemos unir nações desenvolvidas interessadas em pesquisa e desenvolvimento? Por que impor fronteiras políticas e econômicas se podemos nos beneficiar de um mercado globalizado? Por que?

A nova geração — chamada Millennials — pensa exatamente desta maneira. Em um levantamento feito pela Casa Branca foi reportado que essa nova geração valoriza a colaboração, a vida em comunidade, novas experiências e educação. Não que gerações anteriores não tenham, mas de posse da tecnologia atual, essa nova geração possui as ferramentas para tal. Os Millennials foram caracterizados pela tecnologia e pela idéia de compartilhamento e colaboração que ela representa.

Apesar de ainda vivermos em uma época de guerras, fanatismo, desigualdade social, corrupção e miséria em países pobres, uma nova geração se desenvolve com valores de unidade e colaboração. Como resultado disso, Oskar Pernefeldt propôs uma bandeira que represente os seres humanos em expedições interplanetárias e como uma mensagem para nós mesmos: a de que independente de raça, credo ou cor, vivemos todos sobre essa mesma rocha vagando no vazio, e que devemos cuidar dela.

No centro da bandeira há 7 círculos entrelaçados formando uma flor, que é um símbolo da vida na terra. Elas são entrelaçadas simbolizando como tudo no planeta é diretamente ou indiretamente conectado. O azul de fundo representa o que é essencial a vida: Água, e o que cobre a maior parte do planeta.

Para mais informações sobre o projeto: The International Flag of Planet Earth


Originally published at blog.samhaus.com on June 7, 2015.

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