Amor não é sentimento

Nós não entendemos o amor. Somos enganados pela errônea definição que o dicionário nos dá sobre ser um sentimento. Amor não é sentimento, é ação.

Quando entendemos que amor é ação também entendemos que Cristo não fez-nos um ato de amor, mas viveu uma vida inteira sendo o amor. Pelo fato de ligarmos amor a sentimento, pensamos apenas na morte e ressureição de Cristo como a manifestação desse amor, porque esses foram seus maiores feitos, porém o amor esteve presente em cada ato de sua vida — 33 anos e meio. Nós conectamos seu amor à cruz, quando, na realidade, tudo que ele viveu foi por amor, abrindo mão de viver uma vida focada nele mesmo, entregando tudo dele mesmo pelo próximo. Ele amou tanto que chamava àqueles que faziam a vontade de Seu Pai de família (Mt 12:50). Jesus decidiu viver pelas pessoas, o amor é uma decisão.

Ele viveu o amor. Desde pequeno junto aos mestres da lei, ensinando-lhes tudo que Deus vinha lhe acrescentando. Depois indo às cidades, realizando incontáveis curas e levando o evangelho do Reino. Ele não fazia isso porque era obrigado por Deus, mas porque ele amava os homens.

Nós dizemos que o amamos, mas somos feitos de palavras, não ações. Nosso amor é pequeno, habita apenas no sentimental. Não amamos o suficiente para largar tudo e segui-lo. Se nós fôssemos Tiago e João não teríamos abandonado as redes e seguido Jesus. Quando digo que não entendemos o amor é porque não o vivemos. Conhecemos de ouvir, mas não fazemos dele nossa vida, nossa escolha. É mais fácil e cômodo aceitar o amor apenas como um sentimento, porque como ação ele demanda entrega. Enquanto sentimento, de certa forma, é sobre você, mas quando ele se torna ação é sobre o outro, o próximo.

Quando ele diz sobre amar o próximo como a ti mesmo a mensagem é sobre entrega. O amor deixa de ser unicamente sobre você e se torna algo que flui através de você. Mas a escolha de amar é sua.

Obedecer ao “ide” talvez seja sua maior demonstração de amor a Deus, porque é conjugação de verbo, é ação.

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