Martínez, Halladay, Mussina e Rivera são eternizados no Hall da Fama

Classe de 2019 quebra recordes, com Mariano Rivera sendo o primeiro a ser eleito unanimemente para o Hall

A classe de 2019 do Hall da Fama do Beisebol: Roy Halladay, Mariano Rivera, Edgar Martínez e Mike Mussina. (Montagem: MLB.com)

Na noite desta terça-feira (22), o Baseball Writers’ Association of America (BBWAA) elegeu mais quatro jogadores para integrar a classe de 2019 do Hall da Fama do beisebol. Edgar Martinez, Roy Halladay, Mike Mussina e Mariano Rivera — primeiro na história a ter 100% dos votos possíveis, se juntam a Harold Baines e Lee Smith, eleitos pelo Today’s Game Era Committee.

(Reprodução/MLB)

Todos sabiam que era apenas questão de tempo para que Mariano Rivera (49) fosse eleito para o Hall da Fama. A única dúvida que cercava o destro, que passou toda sua carreira de 18 anos (1995–2013) nos Yankees, era se ele seria o primeiro jogador eleito com 100% dos votos. O panamenho agora pode colocar mais esse feito no seu currículo, junto com outros que o colocam como o melhor fechador da história do jogo: 652 saves (maior marca da MLB), 13 vezes All-Star, cinco vezes campeão da World Series (sendo MVP em 1999), . Soma-se isso ao assustador fato que existem mais homens que caminharam na Lua (12) do que corridas merecidas cedidas pelo fechador em pós-temporada(11 em 141 entradas arremessadas).

(Reprodução/MLB)

Edgar Martinez (56) jogou toda sua carreira pelo Seattle Mariners. O descendente de porto-riquenhos dividiu o seu tempo nas Grandes Ligas (1987–2004) entre terceira base e rebatedor designado. Porém, foi a partir de 1995, quando deixou de lado as lesões e se tornou exclusivamente rebatedor designado, que ele teve os melhores anos da sua carreira. Reconhecido como um dos melhores rebatedores da história do jogo, Martínez tem, nomeado em sua homenagem, o prêmio de melhor rebatedor designado da temporada. Os Mariners aposentaram a camisa 11 como um agradecimento aos serviços prestados. A eleição veio no último ano de elegibilidade, com 85,5% dos votos.

(Reprodução/MLB)

Roy Halladay (1977–2017) dividiu seu tempo nas Grandes Ligas entre Toronto Blue Jays (1998–2009) e Philadelphia Phillies (2010–2013) e foi sinônimo de dominação. Foram dois Cy Young Awards (um em cada liga), oito temporadas com mais de 200 entradas arremessadas. Reconhecido pela dedicação e pelo nível de trabalho nos treinos, Doc (como ficou conhecido). Em maio de 2010 ele arremessou o vigésimo jogo perfeito da história da MLB diante do Florida Marlins. Não satisfeito, na sua primeira aparição em pós-temporada, também em 2010, ele arremessou um no-hitter contra o Cincinnati Reds na abertura daquela NLDS. O jogador tem a camisa de número 32 aposentada pela franquia canadense. Roy foi eleito com 85,4% dos votos no seu primeiro ano de elegibilidade. O arremessador morreu precocemente em novembro de 2017 num acidente aéreo.

(Reprodução/MLB)

Um dos arremessadores mais subestimados de todos os tempos finalmente entrou no Hall da Fama. Mike Mussina (50) também foi enorme nos dois times que defendeu durante toda a carreira. Nos Orioles (1991–2000) conseguiu as cinco seleções para o all-star game, foi líder de vitórias da liga em 1995 e ganhou quatro dos sete títulos de Gold Glove que tem no seu currículo. Ao se juntar aos Yankees (2001–2008), ele solidificou uma carreira vencedora: ninguém na história da Liga Americana tem um percentual de vitórias maior que ele (63,8%). Das 18 temporadas que jogou, em 17 ele terminou com mais vitórias que derrotas. Mussina tem a sina do “quase”: quase conseguiu duas vezes o título da Série Mundial, quase foi Cy Young, quase arremessou jogo perfeito, quase arremessou um no-hitter. Talvez falte os títulos, mas os números e o nível de excelência em toda sua carreira comprovam que a eleição para o Hall da Fama, no seu sexto ano de elegibilidade, com 76,7% dos votos, foi mais que merecida.