Ipseidade

Sou o que eu fui
E também o que serei
Nesta vida
E noutras mil

Lembro-me de tudo
Da virada do milênio
Até de quando não era pó
de estrela

Abençoada seja
a Mnemosine
Que deixa-me
À mercê do tempo

Lembro-me do cheiro,
Do toque e do gosto
Vê, além de tudo
É sinestésica

E é o que resta
Para manterem-se vivos
Heróis e poetas,
Comuns e ascetas

Dá-lhe a forma
Pois a memória
É o que temos
Até fenecer

(Nov. 2016)

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