Semana #94 — Cortes nos juros de Brasil e EUA, Agenda de Reformas, Risco-país, e mais.
Confira estas e outras notícias da semana. Se preferir, ouça o áudio resumido de 1min.
Taxa de juros atinge mínima histórica.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou pela terceira vez consecutiva a taxa básica de juros da economia. A Selic foi de 5,5% ao ano para 5%, seu menor patamar desde 1986, início da série histórica do Banco Central. Analistas do mercado financeiro, que já esperavam a redução, preveem que a taxa chegará a 4,5% ao fim de 2019 e a 4% no ano que vem. Entre outros impactos, a queda da Selic reduz as taxas de empréstimos para empresas e impulsiona o crédito imobiliário, ao passo que torna menos atraentes investimentos mais conservadores, como a caderneta de poupança.
Agenda de reformas pós-Previdência.
De acordo com o Estadão, o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregará ao Congresso uma agenda de propostas dividida em 5 eixos: 1) reforma administrativa, 2) PEC emergencial, 3) PEC DDD (desvincular, desindexar e desobrigar), 4) pacto federativo e 5) programa de ajuda aos Estados. As medidas para o emprego serão divulgadas até segunda-feira. Além disso, será proposta a criação do Conselho Fiscal da República, com representantes dos três Poderes a fim de se evitar excessos de gastos fiscais e aumentar a governança.
Por fim, tudo indica que a reforma tributária, que era prioridade do governo no pós-previdência, passa a ficar em segundo plano, ainda que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tenha ressaltado sua relevância e a importância de dar continuidade a ela conjuntamente com as outras reformas.
Plano de privatização da Eletrobrás está pronto.
De acordo com Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia, o projeto de privatização da Eletrobrás está pronto para ser enviado ao Congresso Nacional. “Vou levar pessoalmente o projeto de privatização da Eletrobrás ao presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. Vou agendar com ele a melhor data. Já está tudo pronto”, afirmou. Albuquerque disse também que o governo não terá golden share na Eletrobrás após a privatização, o que significaria a saída do governo da empresa. O ministro, no entanto, não deu maiores detalhes.
Risco-país atinge menor patamar desde 2013.
O risco-país do Brasil, indicador que funciona como um termômetro informal da confiança dos investidores em relação a economia, atingiu uma mínima de mais de seis anos. Atualmente, o índice é medido principalmente pelo desempenho do Credit Default Swap (CDS). Após 15 quedas consecutivas, o CDS do Brasil foi a 117 pontos — menor patamar desde 13 de maio de 2013. A melhora foi causada por um cenário de queda de juros, aprovação da reforma da Previdência e trégua na guerra comercial.
Fed também corta juros nos EUA.
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) cortou a sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para uma faixa de 1,5% a 1,75% ao ano. A redução é a terceira consecutiva neste ano e um dos objetivos é sustentar o crescimento econômico diante das incertezas globais. A autoridade monetária deve avaliar as condições econômicas e as expectativas para identificar o momento e o tamanho dos próximos ajustes na política monetária.
Estas foram as principais notícias desta semana.
Ótimo final de semana e até a próxima sexta!

