Tava pensando sobre cachorros e…


brisa #1: Vi esse vídeo sobre como tem uma galera no Japão (e se pá no mundo inteiro) sofrendo com o fato da Sony ter descontinuado o Aibo (lembram?). É que o pet robótico vai morrer igual a todos os outros (menos o Joca e a Rita) — e isso contando a sobrevida que o aproveitamento das peças dos 150.000 Aibos produzidos vai oferecer pros sobreviventes. Tem um vídeo e uma matéria do The New York Times falando sobre isso. O troço é tão sutil que é perturbador .

brisa #2: Conversei com a uma amiga sobre como a exigência (correta) da castração um dia talvez nos leve a uma “escassez” de dogs (e de outros bichos castráveis e geralmente castrados — gatos, TARTARUGAS e afins). Pura distopia, tá?, vem comigo. Daí a brisa evoluiu para um futuro em que não só criadores de raça seguiriam mantendo seus bichos reproduzindo, como criadores de vira-latas muy belíssimos também fariam o mesmo (se já não o fazem, claro).


brisa #3: Li na Veja que o brasileiro já tem mais cachorros que filhos (enquanto temos 52 milhões de dogs, são só 45 milhões de crianças abaixo dos 14 anos, em proporção parecida com a de Japão e EUA). Eu, inclusive, faço parte dessa estatística. E andando por aí, percebo apelos constantes para que os donos de cachorros lidem apropriadamente com os resíduos de seus bichos. Tem as placas queridas e as grossas, as diretas e as passivo-agressivas. Tem as que apelam para a conservação das grades, tem as que falam da saúde da planta onde os bichos urinam… Pra onde vai toda essa merda depois que a limpamos da sola do tênis?