Quem são as pessoas embaixadoras de inovação cívica no Brasil?

Ariane Alves
Nov 7 · 4 min read

Foi dada a largada! 43 cidades espalhadas pelo país já contam com pessoas dispostas a ampliar o alcance das tecnologias cívicas, fortalecer a democracia e engajar as comunidades em ações concretas de controle social. É o projeto Embaixadoras entrando em ação!

Durante o primeiro ciclo de inscrições, tivemos 208 manifestações de interesse em integrar essa nova comunidade. Após uma fase de conversas para alinhamento de expectativas, 76 pessoas passaram a fazer parte da rede de embaixadora(e)s que irão contribuir, entre outras atividades, com a organização de eventos locais, documentação de iniciativas e comunicação com os demais integrantes.

Para mais detalhes sobre a origem da iniciativa e seus objetivos, clique aqui.

Perfil da rede

Nesta primeira fase do projeto, o que mais chama a atenção, sem dúvida, é a heterogeneidade de origens e formações. É bastante interessante e promissor que a rede seja composta por pessoas das mais diversas áreas e que tenham múltiplos objetivos ao integrar o projeto.

Muitas pessoas já conheciam os projetos Serenata de Amor e Meu Querido Diário, que representam uma convergência de interesses com os principais temas citados no momento da inscrição. Algumas inclusive já haviam contribuído — no financiamento recorrente ou por meio de resoluções nos códigos abertos — com pelo menos um projeto de inovação cívica antes do surgimento do Embaixadoras.

Analisando as áreas de formação, temos uma maioria (64,4%) formada em áreas técnicas, como Ciência da Computação e Análise de Sistemas.

Já as áreas não técnicas incluem advogados, jornalistas, professores universitários, gestores de políticas públicas, nutricionistas, profissionais de educação física e relações internacionais.

Há ainda uma parcela que atualmente está desenvolvendo seus estudos (23,6%), seja em graduação — sendo ou não o primeiro curso da carreira — ou em especializações em áreas como ciência de dados, gestão pública e direito.

Entre aquela(e)s que realizam pesquisas acadêmicas, temos uma maioria de mestranda(o)s (sete pessoas), mas contamos também com doutoranda(o)s e pesquisadora(e)s na graduação.

A rede conta também com nove pessoas que têm ou já tiveram envolvimento direto com órgãos públicos - como Controladorias, Ouvidorias e Tribunais de Justiça -, atuando como servidora(e)s e trazendo um conhecimento privilegiado do funcionamento do setor.

Quando observamos os perfis de gênero e raça/etnia, vemos que ainda é preciso avançar em termos de diversidade nos próximos ciclos. A divulgação dessa primeira fase buscou alcançar grupos de segmentos sub-representados - principalmente em áreas técnicas -, mas ainda temos uma maioria masculina e branca exercendo o papel de disseminar iniciativas de inovação cívica. As pessoas embaixadoras terão a importante missão de buscar o equilíbrio na composição da rede, para que outras vozes sejam ouvidas e tenham oportunidade de ampliar sua colaboração em iniciativas tão relevantes no momento atual da sociedade brasileira.

Por fim, confira abaixo as cidades brasileiras que serão palco das primeiras atividades do projeto Embaixadoras!

Quer se tornar um(a) embaixador(a) e não conseguiu se inscrever no primeiro ciclo? Preencha o formulário para entrar na lista de espera dos próximos ciclos, que serão retomados no primeiro semestre de 2020. Até lá, você pode acompanhar as redes da OKBr para saber das novidades e se envolver nas atividades na sua região.

Operação Serenata de Amor

Inteligência artificial para controle social da administração pública

Ariane Alves

Written by

Jornalista e membro do time de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil

Operação Serenata de Amor

Inteligência artificial para controle social da administração pública

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