Nulla dies sine linea

Otto Maria Carpeaux na História da Literatura Ocidental: “entre os muitos cemitérios melancólicos da literatura universal é este [o das inúmeras epopéias do século XVIII]o maior, e só será superado em extensão, quando, um dia, o romance moderno, como gênero, se extinguir”.

Pois é Carpeaux, será que você conseguiria imaginar a dimensão do cemitério melancólico da literatura de internet? Felizmente, não houve necessidade de esperar o romance moderno se acabar.

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Padre Vieira aprendeu tupi or not tupi… grande Vieira.

Não havia um Vieirinha n’ A Ilustre Casa de Ramires do Eça?
Vieirinha é nome de tocador de realejo, como o Settembrini da “Montanha Mágica”.

Falando em“Montanha Mágica”, vi também o filme de 1982: que bela merda! Não, senhor Hans W. Geissendörfer! O jovem Castorp, aquele filho traquinas da vida, é tudo menos o adolescente histérico que você pintou.

E a cadeira de repouso, hein?

Quando eu vi meu grito rouco,
Engolido, apressado,
Ir ter num ouvido oco
Que não estava preparado,

Bater pedindo abrigo,
Implorar uma audição,
Esperando de um amigo
Alguma consolação,

Escorraçado sem dó,
Aos pulmões meus retornar,
Eu, reduzido ao pó,

Desisti de perdoar.
Hoje só tenho desprezo
E por mais ninguém eu rezo.

Luciano Machado Tomaz·
1 min
·
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