Caminhando em Romanos

A Depravação Total e a Redenção do Evangelho

Romanos inicia apontando para a depravação total necessidade da humanidade e sua necessidade de salvação.

Tanto gentios quanto judeus estão debaixo da ira de Deus, e a Lei de Deus não concede a estes vantagem alguma sobre aqueles. Pelo contrário estamos todos no mesmo barco furado, pois “o que a lei diz, o diz para que TODA BOCA SE CALE e todo mundo seja culpável diante de Deus, visto que ninguém será justificado diante dele [Deus] pelas obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3.19–20).

Por quê Deus teve que nos salvar através de um Salvador, um outro, um terceiro que nada tinha a ver conosco?

Gentios e judeus compartilham da mesma natureza pecaminosa e é justamente por isso, que não há nenhum justo, ninguém que faça o bem, ninguém que busque a Deus, nem quem tenha temor de Deus, nem tampouco conhecimento de Deus; apenas disposição ao engano, à violência, à promiscuidade, à inveja, à maldade e a lista continua em Romanos 1, 1º Coríntios 6, Gálatas 5, nos jornais, nos livros de história etc.

Na humanidade não há esperança, nem meio, nem forma, nem mérito, nem direito, nem dignidade, nem saber ou conhecimento, nem ignorância ou alienação, nem coisa alguma que possa redimir-nos. Por isso que a redenção tinha que vir de fora, extra-mundo, de Deus.

Não obstante a raça se vê dividida entre aqueles que estão alheios a necessidade de salvação e aqueles que se veem como seus próprios salvadores. E o que é o Evangelho para estas pessoas, se não um atestado de impotência, uma mensagem humilhante, uma exposição radiográfica que revela um diagnóstico fatal; cuja cura encontra-se não numa mensagem a ser obedecida, mas crida e é neste simples ato de crer que brota a obediência, não como valor agregado a fé para salvação, mas consequência dela, um ato de gratidão ao Deus que nos salvou.

Aí está a diferença entre a lei e o evangelho: enquanto a primeira nos torna culpáveis diante de Deus, nos dando plenos conhecimento do pecado; o segundo nos revela a justiça de Deus por meio da fé. Sim, é isto mesmo, o evangelho anuncia que podemos ser justos não pela obediência ou o cumprimento de regras, mas ao cremos nele e apenas isto. A obediência embora presente, não é meio de salvação, mas resultado da fé.

O que é o Evangelho para estas pessoas, se não um atestado de impotência, uma mensagem humilhante, uma exposição radiográfica que revela um diagnóstico fatal; cuja cura encontra-se não numa mensagem a ser obedecida, mas crida e é neste simples ato de crer que brota a obediência, não como valor agregado a fé para salvação, mas consequência dela, um ato de gratidão ao Deus que nos salvou.

O interessante é que antes do evangelho a raça estava dividida em dois grupos, como dito acima. Mas com o evangelho surgiu um terceiro, formado por pessoas que não só reconhecem a necessidade de salvação, mas de sua própria incapacidade de si salvarem. A este chamamos Igreja. Mas isto fica para uma outra vez.

Zé Bruno·
2 min
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