Sobre o amor…

Sobre meus pais…

Meus pais não são perfeitos, estão longe de ser. Meus pais não são os melhores pais do mundo, até porque não estão em uma competição com outros pais. Meus pais não são heróis, não possuem superpoderes para ajudá-los a resolver as “tretas” do dia a dia. Eles não são reis, não possuem súditos para adorá-los e servi-los. Meus pais são seres humanos apenas. São duas pessoas que se amam e, que há mais ou menos trinta anos atrás, decidiram que queriam compartilhar desse amor com um novo ser humaninho.

Meus pais são pessoas que fizeram o melhor que eles podiam com aquilo que eles tinham. Eles sempre fizeram o melhor que eles podiam. Nunca melhor que alguém, mas sempre o melhor que eles tinham a oferecer. Essa é a maior lição que eles podiam ter me dado.

Há momentos em que eles parecem ter as respostas a todos os questionamentos da vida. Em diversas ocasiões, estou me rasgando em desespero e eles calmamente me apontam soluções que eu jamais poderia ter criado. Eu penso: “onde é que eles arranjaram tempo para aprender tantas coisas?”. Realmente não sei, mas eles sabem e dividem comigo todo o conhecimento que eles têm.

Em outros momentos, eu os vejo às voltas com questões que eu considero tão simples, sobre assuntos que domino há muito tempo e fico perplexa pensando: “oxi, como é que eles não aprenderam isso ainda?”. Pois é, não dá tempo de aprender tudo na vida, ainda mais quando se tem um filho. E essa é mágica da nossa relação: aprendemos uns com os outros.

Meus pais são pessoas comuns e eu também sou uma pessoa comum. O comum é ser incrível e ao mesmo tempo não ser. Eles não podem me dar tudo e eu também não posso oferecer tudo a eles. Quantas inúmeras vezes eu poderia ter sido uma filha melhor e não soube como? Quantas vezes eles erraram na minha criação? Não importa. O que é realmente importante é que sempre estivemos juntos, que sempre trocamos, que sempre aprendemos, que nos amamos acima de tudo.

E como eu amo meus pais! Eu amo meus pais e amo muito, amo tanto que as palavras não cobrem a extensão e a magnitude do sentimento. Amo pelos acertos, pelas tentativas, por toda a constante dedicação, amo por cada momento. Amo pelo dia 14/10/2017 e todo o esforço empreendido nos meses anteriores à essa data.

Quando eu e Fernando falamos para eles que queríamos casar, assim, do nada, eles embarcaram nessa loucura com a gente, caíram de cabeça sem titubear. Foram “fechamento”. Nos apoiaram de todas as formas que podiam e proporcionaram à gente uma alegria que não tem nem como explicar.

Obrigada pela vida toda, por esse casamento lindo que vocês nos deram e por tudo que eu sei que ainda está por vir.

Vivianne Lopes·
7 min
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