Espírito empreendedor: a gente desenvolve ou nasce com?

Eu sempre acreditei que o empreendedorismo é um estilo de vida. Não é porque tu tem uma loja, uma startup ou uma empresa, que tu é empreendedor. Também não é porque tu não tem, que tu deixa de ser. 
 
Seguindo a trajetória de contar histórias legais de gente que muda o mundo, hoje vou contar um pouco sobre a Deb. 
 
A Deb começou na Proge fazendo uma revolução na área de comunicação e marketing da empresa, não havia dúvidas da sua veia empreendedora e do seu potencial para alcançar todas as conquistas desse lindo caminho que ela trilhou (Para contextualizar, a Simbio é uma spin-off da Proge). Ajudar empreendedores sempre foi um sonho do qual compartilhamos e nos enche de orgulho ver alguém que ajudou no início da Simbio fazendo tanto sucesso no mundo do empreendedorismo.
 
 “Quando eu entrei na Proge foi a primeira experiência em Startup. Tinha muita coisa pra fazer, muita velocidade, e eu sempre tive muito incentivo pra correr atrás. “ 
 
Mergulhada nesse mundo, ela decidiu se aventurar em uma startup própria de tecnologia. O negócio acabou não indo pra frente, mas ela garante que o aprendizado foi fundamental.
 
“Eu gosto muito de trabalhar, me dá energia. Se eu me sinto valorizada, eu mergulho. Mas isso não aconteceu só na Proge, aconteceu no empreendedorismo como um todo. É um ambiente muito contagiante e eu comecei a me perceber como empreendedora. Sou muito feliz empreendendo. Sei que sou privilegiada de trabalhar no que gosto e de ter tido, na maioria, excelentes experiências profissionais. Isso contribui muito para a maneira com que eu me relaciono com trabalho”.

Foi através desse espírito que nasceu o Jogo de Damas. Segundo o próprio site, o Jogo de Damas é sobre empoderamento econômico e profissional feminino. Uma iniciativa que inspira e instrumentaliza mulheres a serem protagonistas de suas vidas profissionais. 
 
O Jogo de Damas foi fundado em março de 2012. A ideia era começar a começar reunir mulheres empreendedoras para contar suas histórias, ouvir outras, fazer networking e trocar experiências como um todo. O principal papel, segundo a Deb, era mostrar para aquela mulher que ela não está sozinha. “Não se falava muito sobre isso a 5 anos atrás. Eu queria colocar o dedo na ferida e falar sobre o assunto. Chamar atenção da mídia, do governo, das empresas e principalmente mulheres empreendedoras. Com o tempo, muitas mulheres começaram a me escrever, falando o quanto aqueles encontros tinham sido importante pra elas. Ali eu vi que tinha virado uma chave.” 
 
Devido ao jogo, a Deb foi escolhida para ser embaixadora do empreendedorismo feminino, uma iniciativa lançada pela ONU. E começou a participar de eventos como convidada representante da sociedade civil, em um evento da ONU e como jovem liderança no evento do governo em conjunto com Itamaraty.

Em janeiro de 2017, a Deb decidiu dar um ponto final no Jogo de Damas: “Muita gente acha que eu estou triste ou que deu errado. Tem muita coisa que continua e dá errado e muita coisa que termina e deu certo. O jogo foi isso na minha vida. O jogo deu certo e terminou. O papel do jogo nunca foi existir pra sempre, era provocar a mudança de uma situação para que ele não fosse mais necessário. E eu cumpri a missão”
 
O Jogo de Damas realizou mais de 40 eventos em 4 regiões brasileiras, contou com mais de +200 palestrantes mulheres e mais de 12000 mulheres impactadas pelos eventos. Além disso, mais de 500.000 mulheres foram impactadas através do site e redes.
 
A Deb deixou uma dica bem legal para as mulheres que querem empreender: se arrisque, não precisa ter medo. O empreendedor precisa ser alguém bem alto: ter os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Sonhar, arriscar, ser visionária, mas ainda ter os pés firmes no chão. 
 
Pedi para a Deb algumas recomendações de projetos e pessoas legais ligadas ao tema para a gente acompanhar: ONU Mulheres e Rede Mulher Empreendedora. Ela ainda recomenda seguir a Camila Farani e Camila Achuti.

Ciente do papel das empresas para o crescimento das economias e para o desenvolvimento humano, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres.