Neuromarketing: A ciência por trás do marketing

O neuromarketing é uma das áreas do marketing que não se utiliza de suposição para desenvolver suas estratégias comerciais, se baseia através de ferramentas clínicas, ou seja, de equipamentos que possibilitam ler as ações cerebrais de nossos comportamentos.

Sendo uma área do marketing que junta à psicologia, a neurociência com a economia — o qual só se teve início aos estudos na década de 1990 — o qual tem o objetivo de estudar como o nosso cérebro percebe a publicidade que nos é exposto diariamente, como os anúncios gráficos, os textos, os websites e etc.

Afinal, como funcionam esses estudos?

Para realizar esses estudos utiliza-se dos mesmos equipamentos que a neurociência. Sim, são os mesmos para detectar doença neurológica, porém não é agora não intenção descobrir se a pessoa possui alguma doença, mas desvendar como funciona a nossa mente ao ser exposta a certas situações.

Existem vários métodos para a análise, porém são mais utilizados três tipos de equipamentos da neurociência, o aparelho de ressonância magnética por imagem (IRMF), o aparelho de eletroencefalografia (EEG) e o eye tracking.

Sendo que cada equipamento percebe reações cerebrais diferentes para cada estímulo, os quais serão explicados agora — de uma forma sucinta — como cada um funciona.

Aparelho de ressonância magnética por imagem (IRMF)

É como se fosse um scanner que detecta a variação de oxigênio no cérebro enquanto recebemos estímulos visuais, que neste caso é uma peça publicitária, e com esses dados é gerado através de uma imagem do local específico onde ocorreram às reações neurais, e com isso conseguem ter dados com mais precisão.

Imagem retirada do Google Imagens: ressonância magnética por imagem

Aparelho de eletroencefalografia (EEG)

Utiliza-se de eletrodos fixados no couro cabelo para conseguir fazer a leitura das reações neurais, porém este método possui fraca sensibilidade para as estruturas cerebrais mais profundos, ou seja, dependendo da área do cérebro não possui tanta precisão.

Imagem retirada do Google Imagens: eletroencefalografia

Eye Tracking

É um dos métodos mais famosos para analisar o comportamento do consumidor, pois com essa tecnologia é possível verificar em qual ponto fixamos mais nosso olhar e onde mais prestamos atenção. Este é o método responsável por desvendar o comportamento do consumidor e as suas prioridades visuais.

Imagem retirada do Google Imagens: eye tracking

Como tudo na ciência, também têm polêmica no Neuromarketing

Existe uma longa discussão sobre se esses estudos são éticos ou não com os consumidores. Ou será que esses estudos ferem o direito de livre escolha, pois como os dados analisados são retirados diretamente do nosso inconsciente pode facilitar para que as empresas manipulem os consumidores na hora da compra.

Estes são alguns dos questionamentos que permeia os estudos do neuromarketing. Se você quiser ficar mais por dentro dessa polêmica pode verificar este neste link, que é um artigo desenvolvido pela PUCPR que traz uma análise dos estudos sobre o neuromarketing em relação ao código de defesa do consumidor.

Pensamentos finais sobre o neuromarketing

Como publicitária não posso deixar de expor a minha opinião. Depois de todo o conteúdo lido sobre o tema cheguei à conclusão que não é algo que seja possível prejudicar uma pessoa, ou até mesmo influenciar na tomada de decisão, pois na hora de efetivar a venda não nos baseamos somente em materiais gráficos, disponibilizados pelas empresas, levamos em consideração o atendimento pessoal/virtual prestado naquele momento, a qualidade do produto e a recomendação de terceiro — que possui a nossa confiança — sobre o produto.

Não é porque um anúncio é feito dentro de todas as regras que o neuromarketing indica, mas sim todo o conjunto que envolve uma venda de um produto.

[Bônus] Para se aprofundar mais sobre o tema

Imagem retirada do Google Imagens: a lógica do consumo

Recomendamos o livro “A lógica do consumo” escrito por Martin Lindstrom (2009), conforme sua sinopse apresenta o livro “leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda”.

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